Ministro do STF pediu para que s
postagens e entrevistas realizadas pelo deputado licenciado sejam juntadas aos
autos do processo
O ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF), Alexandre
de Moraes, disse, neste sábado (19) que o deputado licenciado Eduardo
Bolsonaro “intensificou as condutas ilícitas” por meio de
postagens e ataques à Corte nas redes sociais. “Após a adoção de medidas
investigativas de busca e apreensão domiciliar e pessoal, bem como e imposição
de medidas cautelares em face de Jair Messias Bolsonaro, o investigado Eduardo
Nantes Bolsonaro intensificou as condutas ilícitas objeto desta investigação,
por meio de diversas postagens e ataques ao STF nas redes sociais”, disse
Moraes no despacho, disponibilizado um dia depois de ter o visto de entrada nos
EUA revogado pelo governo de Donald Trump.
“Diante do exposto, determino a
juntada aos autos das postagens e entrevistas realizadas pelo investigado nos
links acima referidos”, disse. As publicações do deputado licenciado, foram
feitas após as medidas cautelares impostas por Moraes ao seu pai, o ex-presidente
Jair Bolsonaro, sendo uma delas o uso de tornozeleira eletrônica, por “atentado
à soberania”, e a proibição de se aproximar de embaixadas e consulados ou
manter contatos com embaixadores e quaisquer autoridades estrangeiras. A
decisão fechou cerco contra o Bolsonaro e impossibilitou a possibilidade do
ex-mandatário de tentar escapar de possível prisão pelo julgamento de golpe de
Estado ao tentar um asilo político.
As medidas vêm em um momento de
aproximação do deputado licenciado com os Estados Unidos. Na semana passada, o
governo americano impôs tarifas de 50% sobre as importações brasileiras a
partir de 1º de agosto. Na sexta-feira (18), após a decisão de Moraes contra
Bolsonaro, o governo de Donald Trump revogou o visto do ministro do STF, de
seus familiares e de “aliados no tribunal”. Segundo o secretário de Estado
do governo Trump, Marco Rubio, a revogação foi motivada por supostos abusos de
autoridade. Em publicação na rede social X, o secretário alegou que o ministro
conduz uma “caça às bruxas política” contra Bolsonaro, violando direitos
básicos e promovendo censura que, segundo ele, “alcança até os americanos”.
Bolsonaro é réu em uma ação penal
no STF acusado de participar de uma tentativa de golpe de Estado em 2022, que
tinha como objetivo impedir a posse do presidente Lula (PT). O ex-mandatário é
acusado dos crimes de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado
democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado ao
patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.
JP

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