O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou sua cruzada contra o que considera ataques antissemitas em universidades americanas, iniciando uma revisão de aproximadamente US$ 9 bilhões em subsídios e contratos federais concedidos à Universidade de Harvard. A medida faz parte de uma investigação mais ampla sobre a resposta das universidades ao antissemitismo, conforme relatado pelo The Wall Street Journal.
O governo Trump está examinando
US$ 255,6 milhões em contratos ativos e US$ 8,7 bilhões em subsídios
distribuídos ao longo de vários anos para Harvard e suas entidades afiliadas,
incluindo hospitais na área de Boston. Essa ação coloca Harvard em uma posição
similar à da Universidade de Columbia, que perdeu US$ 400 milhões em subsídios
e contratos no início de março por não cumprir as exigências do governo para
combater o antissemitismo. Columbia concordou com uma série de demandas para
negociar a recuperação dos fundos, mas sua presidente interina renunciou após
minimizar as mudanças acordadas com o governo federal em reuniões privadas com
professores.
Até o momento, o Departamento de
Educação apenas iniciou uma revisão dos fundos em Harvard, sem cancelar
subsídios ou contratos, como ocorreu com Columbia. Harvard está entre as 60
instituições que receberam alertas do Departamento de Educação no início do
mês, com advertências sobre possíveis sanções caso as universidades não
garantam a proteção dos estudantes judeus em seus campi. As preocupações
surgiram após uma onda de protestos pró-Palestina que interromperam atividades
acadêmicas em diversas universidades em 2024.
“Esta administração demonstrou
que agirá rapidamente para responsabilizar as instituições que permitem que o
antissemitismo prospere”, declarou Josh Gruenbaum, funcionário da Administração
de Serviços Gerais e membro da força-tarefa do governo contra o antissemitismo.
“Não hesitaremos em agir se Harvard não o fizer”.
Trump tem declarado publicamente
sua intenção de erradicar o que considera uma “ideologia de esquerda” dos campi
universitários mais prestigiados. Como parte dessa ofensiva, sua administração
congelou US$ 175 milhões em fundos federais destinados à Universidade da
Pensilvânia este mês, após a autorização da participação de uma atleta
transgênero na equipe feminina de natação.
Universidades em todo o país
observam com preocupação o confronto entre o governo federal e Columbia.
Algumas temem que condições similares lhes sejam impostas e alertam que
restringir a liberdade acadêmica pode prejudicar avanços científicos e
tecnológicos nos EUA.
O presidente interino de Harvard,
Alan Garber, expressou preocupação em uma carta à comunidade universitária: “Se
o governo federal retirar seu financiamento, pesquisas que salvam vidas serão
interrompidas”. Ele também afirmou: “Adotamos plenamente o importante objetivo
de combater o antissemitismo, uma das formas mais insidiosas de intolerância. É
necessária ação urgente e profunda determinação para abordar este grave
problema que está crescendo nos Estados Unidos e no mundo”.
Tanto universidades públicas
quanto privadas dependem do governo federal para empréstimos estudantis e
subsídios para estudantes de baixa renda. Instituições de pesquisa, como
Harvard, também dependem fortemente de fundos federais para desenvolver
projetos científicos. Diante da incerteza, algumas universidades começaram a
congelar contratações e revogar ofertas de admissão para estudantes de
pós-graduação.
Gazeta Brasil
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