O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi convocado nesta terça-feira (3) pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara para explicar ações e planos do governo na área de segurança. Durante a audiência, que durou quase cinco horas, Lewandowski respondeu a questionamentos e foi alvo de críticas, especialmente sobre o indiciamento dos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB), ambos envolvidos em um inquérito da Polícia Federal.
Os parlamentares foram indiciados
após utilizar a Câmara para atacar o delegado Fábio Schor, responsável pelos
inquéritos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados. Lewandowski se
posicionou sobre o caso, afirmando que a imunidade parlamentar “não inclui
crimes contra a honra”, como calúnia, injúria e difamação. “O Supremo
interpretou isso dessa maneira”, destacou o ministro, ressaltando seu
compromisso com a liberdade de expressão, mas também a necessidade de limites
quando se trata de ofensas.
O ministro também criticou a
convocação, alegando que se fosse convidado, teria comparecido imediatamente.
“Com todo respeito, quero manifestar meu inconformismo por ter sido convocado.
Porque se tivesse sido convidado eu viria imediatamente”, afirmou Lewandowski
na abertura da audiência.
A sessão se tornou tensa quando
Lewandowski e o deputado Marcel van Hattem trocaram acusações. O parlamentar,
indiciado por atacar o delegado Schor, afirmou que estava sendo alvo de
“perseguição política” e que o inquérito contra ele era uma “agressão à
democracia”. Lewandowski, por sua vez, enfatizou que a imunidade parlamentar
não é absoluta e que, assim como ministros, deputados e senadores podem ser
processados por crimes contra a honra. “Há limite para tudo. Não há nenhum
direito absoluto”, afirmou.
Van Hattem, por sua vez, acusou o
delegado Schor de “fraudar relatórios” e questionou a ação do diretor-geral da
Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, que estava presente na audiência. “Se
é um crime contra a honra que estou cometendo, que me prenda”, desafiou o
deputado.
A troca de farpas culminou em um
intenso confronto verbal, com Lewandowski pedindo respeito e destacando que não
poderia admitir o comportamento agressivo de Van Hattem.
Gazeta Brasil

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