O Governo dos Estados Unidos pediu nesta segunda-feira que a Rússia e o Irã coloquem fim às suas atividades desestabilizadoras na Síria e pediu uma desescalada para proteger os civis, no contexto da ofensiva liderada pelo grupo jihadista Hayat Tahrir al Sham (HTS) sobre a província síria de Alepo, no norte do país.
O porta-voz do Departamento de
Estado, Matthew Miller, detalhou que Washington não se opõe às relações
diplomáticas entre países, mas sim à influência que Estados como o Irã e a
Rússia exercem em todo o país “há mais de uma década”.
Nesse sentido, ele instou os
países com influência a pressionar as partes envolvidas para reduzir as
tensões. “Não queremos que nenhum país tente se aproveitar da situação na
Síria, da instabilidade”, destacou.
Por outro lado, ele afirmou que o
objetivo é “por fim” à guerra civil “com um acordo político coerente com a
resolução 2254 do Conselho de Segurança da ONU”. “É importante que esse caminho
seja liderado pela Síria e que seja um processo que, em última instância,
conduza a eleições”, acrescentou.
“Com relação às sanções que impomos ao regime
de Assad, elas continuam em plena vigência. Não mudaram. O regime sírio não
mostrou nenhuma mudança em seu comportamento que indique que nossas sanções
deveriam mudar”, ressaltou, chamando o presidente sírio de “ditador”.
Miller também destacou que o HTS,
responsável pela ofensiva durante o fim de semana, é uma “organização
terrorista” designada como tal pelos Estados Unidos. “Não apoiamos essa
organização de forma alguma”, argumentou.
A ofensiva de rebeldes e
jihadistas, liderada pelo HTS, resultou em combates, principalmente em Alepo,
epicentro de uma nova escalada que voltou a colocar o país em risco. Damasco respondeu,
contando com o apoio de seus aliados, e o Ministério da Defesa sírio confirmou
a participação de forças russas nos ataques.
A Secretaria Geral da ONU também
pediu nesta segunda-feira que as partes em conflito na Síria cessem as
hostilidades para oferecer “um futuro político e não mais derramamento de
sangue”.
“Todas as partes devem fazer o possível para
proteger os civis (…) Os sírios suportaram o conflito por quase 14 anos e
merecem um horizonte político que lhes ofereça um futuro pacífico, não mais
derramamento de sangue”, afirmou o porta-voz do secretário-geral da ONU,
António Guterres, Stéphane Dujarric, em entrevista coletiva.
Além disso, segundo Dujarric,
Guterres está “realmente alarmado com a recente escalada de violência” e
enfatiza a “obrigação de respeitar o direito internacional humanitário” e de as
partes se submeterem à resolução 2254 do Conselho de Segurança, que, em 2015,
reafirmou seu compromisso com a soberania, unidade e integridade da República
Árabe Síria.
Por outro lado, a Secretaria
Geral também informou que “grande parte” das operações humanitárias da ONU em
Alepo, Idlib e Hama “permanecem suspensas devido a evidentes preocupações de
segurança”.
(Com informações da EFE)

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