Ksenia Karelina, cidadã russa e
americana, vivia em Los Angeles, mas foi presa em janeiro quando visitou
família em Ecaterimburgo
A Corte Regional de Sverdlovsk,
na Rússia, condenou a bailarina
amadora russo-americana Ksenia Karelina a 12 anos de cadeia devido
a uma doação
de US$ 51,80, o equivalente a R$ 280, para a caridade na Ucrânia. A
Justiça russa considerou que a artista praticou o crime de traição.
“A Corte decidiu que Karelina é
culpada e a sentenciou a 12 anos de prisão numa colônia penal”, disse o juiz
que coordenou o caso, segundo a agência russa de notícias Tass. A decisão foi
tomada a portas fechadas e sem participação popular.
Karelina tem dupla cidadania,
russa e americana, desde 2021 e vivia em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Durante uma visita à família, em Ecaterimburgo, a 1.600 km de distância de
Moscou, em janeiro, a bailarina foi detida pelo crime.
Segundo a rede britânica BBC, os
promotores pediram uma pena ainda maior: 15 anos de prisão. Mas a Justiça
diminuiu a punição.
Acusações contra a bailarina
O serviço de segurança russo FSB
acusou Karelina de levantar dinheiro para uma organização ucraniana responsável
por fornecer armas para o exército do país, em guerra com a Rússia depois da
invasão das tropas do Kremlin em 2022.
A Razom, instituição de caridade
que recebeu o dinheiro da bailarina, disse estar ‘chocada’ com a decisão.
Karelina foi a julgamento na
mesma corte em que Evan Gershkovich, repórter do Wall Street Journal, foi
condenado por espionagem. Ele foi libertado no mês passado numa troca de
prisioneiros entre os Estados Unidos e outros países, incluindo a Rússia.
R7

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