Pontuação média global do índice
caiu para 5.23, em 2023, o que está de acordo com ‘tendência geral de regressão
e estagnação’
O Brasil ocupa a 51ª posição dos
países mais democráticos do mundo, com 6.68 pontos, segundo um estudo publicado
recentemente. O país teve pontuação inferior a nações da América Latina como Uruguai,
Chile, Costa Rica e Panamá.
Já a pontuação média global do
índice caiu de 5.29, em 2022, para 5.23, em 2023 — o que está de acordo com uma
“tendência geral de regressão e estagnação nos últimos anos”. As conclusões são
do levantamento ‘Democracy Index 2023′, da Economist Inteligence Unit.
O primeiro lugar da lista é
ocupado pela Noruega (9.81), seguida de Nova Zelândia (9.61), Islândia (9.45),
Suécia (9.39) e Finlândia (9.30). Na outra ponta, das nações menos
democráticas, estão: Afeganistão (0.26), Myanmar (0.85), Coreia do Norte
(1.08), República Centro-Africana (1.18) e Síria (1.43).
Para medir o “índice de
democracia” de cada país, o levantamento avalia as nações em cinco categorias:
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• processo eleitoral e pluralismo;
• funcionamento do governo;
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• participação política;
• cultura política; e
• liberdades civis.
A publicação aponta que quase
metade da população mundial vive em uma espécie de democracia (45,4%), mas
apenas 7,8% residem em uma democracia plena, e mais de um terço vive sob regime
autoritário (39,4%). “A boa notícia é que o número de democracias aumentou em
2023, com Paraguai e Papua-Nova Guiné”, diz a publicação.
De acordo com o estudo, Paraguai
e Papua-Nova Guiné são, agora, democracias imperfeitas. Paralelamente, a Grécia
tornou-se uma democracia plena, e o Chile foi reclassificado como democracia
falha. O Paquistão foi rebaixado para regime autoritário, e Angola foi elevada
para regime híbrido.
As conclusões revelam que as pessoas
não acreditam que a democracia esteja funcionando na maior parte dos casos. O
documento aponta também que as instituições e práticas fundamentais da
democracia, a exemplo de tribunais e liberdades civis, estão falhando em
cumprir suas promessas.
Presidente, a gente estava
falando de eleições, o senhor falou de desinformação, de fake news.
Em 11 dos 19 países pesquisados,
menos da metade da população diz que as eleições mais recentes foram “livres e
justas”. Na maioria dos Estados, os conjuntos populacionais de minorias são os
mais duvidosos quanto à credibilidade eleitoral.
A publicação destaca que os
cidadãos estão geralmente mais insatisfeitos do que satisfeitos com os seus
governos. Em 17 de 19 países, menos da metade está de acordo com as gestões
nacionais. Além disso, em 18 nações, menos da metade acreditam que os tribunais
“sempre” ou “frequentemente” proporcionam acesso à justiça.
O levantamento britânico
selecionou 19 países e contratou duas empresas de pesquisa para coletar os dados.
Os Estados foram selecionados por incluírem uma vasta gama de contexto
geográfico, econômico e político.
Plínio Aguiar, do R7, em
Brasília

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