Ambos são professores e foram
filmados durante a ocorrência na Praça Tiradentes, Centro do Rio
Rio - A Delegacia de Crimes
Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) identificou e intimou o casal
que imitou macacos durante a roda de samba Pede Teresa, no último
dia 19, na Praça Tiradentes, Centro do Rio. O homem, carioca, e a mulher,
argentina, foram notificados a prestarem depoimento na especializada.
Ambos são professores e foram filmados durante a ocorrência. O vídeo foi
entregue para a investigação
policial por racismo no dia 22 de julho.
A Polícia Civil informou
que a investigação está em andamento para elucidar os fatos, mas não
esclareceu como os dois prestarão depoimento, uma vez que o suspeito mora em
São Paulo e a suspeita é estrangeira.
Na última sexta-feira (26), duas
novas testemunhas que presenciaram a cena prestaram
depoimento. O empresário João Ricardo, 37, e o jornalista Thiago Teixeira,
37, afirmaram que o casal chegou a imitar os sons dos animais. João e
Thiago aparecem ao fundo do vídeo e estavam editando um vídeo para a
página que administram sobre sambas do Rio no momento da ocorrência.
Um segurança relatou, ainda, que
viu outro
argentino fazendo imitação de macacos. De acordo com o relato do
profissional, havia um grupo dançando e um argentino passou a imitar macacos.
Ele contou que repreendeu o homem, que teria parado. O flagrante aconteceu por
volta de 1h, quando o público estava indo embora. Já a primeira dupla foi
filmada fazendo os gestos racistas por volta das 23h.
O grupo Pede Teresa convocou
um ato contra o racismo para a próxima sexta-feira (2), na Praça
Tiradentes.
Argentina estava no Rio em
evento
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A professora argentina veio ao
Rio para um evento no Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de
Janeiro, entre os dias 15 e 19 deste mês. A Junta Diretiva Internacional do
Fórum Latino-americano de Educação Musical (Fladem) pediu
à seção brasileira uma investigação sobre a estrangeira e informou
que os investigados não são associados à entidade e que o vídeo foi gravado
quando o seminário já havia terminado.
A Associação Orff-Schulwerk
da Argentina defendeu a professora na terça-feira (23), alegando que o ato não
tem conotação racista. A organização sem fins lucrativos informou que a
argentina é associada há muitos anos. A nota diz ainda que, no país, "no
contexto de uma atividade pedagógica, a imitação de animais não tem conotação
racista".
Já a Escola Concept de São
Paulo, onde trabalha o homem flagrado imitando macaco, emitiu
uma nota repudiando a atitude e informando que está adotando
medidas cabíveis contra o colaborador.
O Dia

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