O presidente da Rússia, Vladimir Putin, comemorou na quinta-feira (16) durante uma cúpula com seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Pequim, o rápido avanço da cooperação entre seus países. Isso ocorre em um momento em que Moscou está cada vez mais dependente do regime chinês para sustentar seus esforços militares na Ucrânia.
China tem sido um importante apoio
para a Rússia após sua invasão da Ucrânia, fornecendo componentes essenciais
para a produção de armas e impulsionando a economia russa por meio de compras
de petróleo e gás.
Em uma declaração conjunta com
Xi, Putin enfatizou que a cooperação comercial e de investimento foi
prioritária durante suas conversas. Ele afirmou que “a China é o principal
parceiro da Rússia no comércio internacional”, destacando que no ano passado o
volume de trocas estabeleceu um novo recorde de 240 bilhões de dólares.
As exportações russas de
alimentos aumentaram 1,5 vezes, atingindo 7,6 bilhões de dólares, e o volume
total de produtos agrícolas foi de 9,7 bilhões de dólares, um aumento de 40%.
Além disso, Putin destacou a
colaboração energética como uma área prioritária, com planos concretos para
aprofundar a interação entre as nações.
Xi, por sua vez, afirmou que os
dois países estão fortalecendo sua relação como “bons vizinhos, bons amigos e
bons parceiros”, ecoando o compromisso de uma relação “sem limites” assinado em
2022.
A dependência econômica crescente
da Rússia em relação à China é destacada pelas sanções ocidentais que
restringem seu acesso ao sistema comercial internacional.
Durante a cúpula, os dois líderes
criticaram os Estados Unidos por medidas que ameaçam seus países e expressaram
posições em diversas áreas, desde economia até defesa, além de comentários
sobre Ucrânia, Taiwan e o conflito entre Israel e Hamas.
China apresentou no ano passado
um amplo plano de paz para encerrar a guerra na Ucrânia, mas não ofereceu novos
detalhes sobre como se comprometeria com os lados em conflito.
Putin expressou sua gratidão a Xi
pelas iniciativas de seu país para resolver o conflito na Ucrânia, enquanto Xi
expressou sua esperança de que a Europa recupere a paz e a estabilidade em
breve.
Em meio a essas discussões, Putin
afirmou que está disposto a negociar sobre a guerra na Ucrânia, desde que os
interesses de todos os países envolvidos sejam considerados.
A relação cada vez mais estreita
entre Rússia e China é evidenciada pela cooperação militar e comercial entre os
países, incluindo exercícios conjuntos e intercâmbio de tecnologias. Putin
afirmou que a Rússia compartilha tecnologias militares com a China, o que
reforçou significativamente suas capacidades de defesa.
O presidente russo também
informou sobre a situação em Kharkiv, onde suas tropas lançaram uma nova
ofensiva, e agradeceu a iniciativa chinesa para regular a situação na Ucrânia.
Gazeta Brasil

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