Reunião não estava prevista na
agenda oficial e ocorre no Palácio da Alvorada, em Brasília, para abordar a
gestão da estatal
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) se reúne na noite neste domingo (7) com
o ministro da Fazenda, Fernando
Haddad, para discutir a crise política na Petrobras.
O encontro ocorre desde as 20h no Palácio da Alvorada. O chefe da equipe
econômica estava em São Paulo e foi convocado de última hora. Nesta
segunda-feira (8), ele participaria de um seminário na capital paulista.
Também participam da reunião os
ministros Rui Costa (Casa Civil), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Paulo
Pimenta (Secretaria de Comunicação Social).
Segundo auxiliares de Lula, ele
considera tirar Jean Paul Prates da presidência da estatal e nomear para o
posto o atual presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social), Aloizio Mercadante. Nesse desenho, o diretor de Planejamento do
BNDES, o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa, assumiria o banco de fomento.
O ministro da Secretaria-Geral,
Márcio Macêdo, disse que o conflito sobre o comando na Petrobras não foi
abordado na reunião realizada nesse sábado (6) entre Lula e sindicalistas na
Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência da República. De
acordo com Macêdo, a eventual demissão do presidente da estatal, Jean Paul
Prates, também não foi tratada com os ministros do governo. "Assunto não
foi tratado, não falou conosco e não falou aqui", disse a jornalistas.
"[A reunião] tratou-se sobre
a necessidade de fortalecer conteúdo nacional, discutir papel social da
Petrobras", afirmou Macêdo. Outros pontos da discussão, segundo o
ministro, foram a destinação do fundo de investimentos da estatal e a
transformação da Petrobras em uma empresa que "seja além do petróleo,
tenha alcance de empresa além de energia".
Estiveram presentes no sábado
integrantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), do Movimento dos
Trabalhadores Ruais Sem Terra (MST), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e
da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), da
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE),da
Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), da União Nacional
dos Estudantes (UNE), além de representantes de setores religiosos, juristas e
bancários.
Na sexta-feira (5), a FUP
divulgou nota em defesa de Prates. "Criticamos o espancamento público que
o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, está sofrendo. Reconhecemos sua
atuação no fortalecimento da empresa, bem como na retomada do diálogo com a
categoria petroleira. Entendemos, porém, que a decisão final será do presidente
Lula", diz a nota.
Entenda a crise na gestão da
Petrobras
No início de março, as ações da
Petrobras fecharam em queda de 10,5%, o que significou perda de valor de
mercado de R$ 55 bilhões em um dia. O ruído no mercado ocorreu após o anúncio
de que a estatal iria reter os dividendos extraordinários, avaliados em R$ 43,9
bilhões — não iria, portanto, pagá-los aos acionistas.
O governo havia construído acordo
para que o Conselho de Administração da empresa votasse a favor de não
distribuir os lucros. Na época, Prates se absteve da votação, numa demonstração
de alinhamento aos acionistas minoritários. Desde então, a crise na estatal tem
escalado, inclusive, com farpas entre Prates e o ministro de Minas e Energia,
Alexandre Silveira.
Do R7, em Brasília, com informações da Agência Estado

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