Segundo dados do Painel de
Arboviroses do Ministério da Saúde, 1.857 mortes estão sob investigação
O Brasil ultrapassou os 3 milhões
de casos prováveis de dengue e
registrou 1.256 mortes em decorrência da doença nesta quarta-feira (10), logo
após ter batido um recorde
histórico de óbitos em 2024 na segunda (8). Segundo dados
divulgados pelo Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde,
1.857 mortes estão sob investigação. O coeficiente de incidência atual da
dengue é de 1.508 casos para cada 100 mil habitantes, marcando a maior epidemia
já registrada no país. Esse índice ultrapassa significativamente o limite
estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para considerar uma
situação como epidêmica, que é de 300 casos por 100 mil habitantes. Além do
recorde em número de casos, a quantidade de óbitos também se configura como a
maior da história. O recorde anterior aconteceu em 2023, com 1.094 mortes. Já o
terceiro ano com maior número foi 2022, com 1.053. Vale ressaltar que os
números reportados pelo Ministério da Saúde muitas vezes não refletem
imediatamente a realidade, havendo um intervalo até que estejam totalmente
atualizados. Portanto, é provável que o número atual seja ainda maior.
A eliminação de criadouros
de mosquitos ainda
é uma das melhores maneiras de evitar a doença. Além disso, vale apostar em
métodos físicos, como uso de roupas claras, mosquiteiros e repelentes,
especialmente aqueles à base de icaridina, DEET e IR3535, que têm duração
superior em comparação a outros tipos. A hidratação adequada também é capaz de
salvar vidas, além da vacinação.
A Qdenga, vacina contra a dengue
fabricada pela farmacêutica japonesa Takeda, foi aprovada pela Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2023. Trata-se do primeiro
imunizante de uso amplo contra a doença liberado no país. Em julho de 2023, a
Qdenga começou a ser oferecida pela rede privada no Brasil e, em dezembro do
mesmo ano, foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se do
primeiro país do mundo a disponibilizar o imunizante na rede pública de saúde.
Devido ao número limitado de doses, contudo, inicialmente só alguns municípios
receberam a vacina para aplicar em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
Por Jovem Pan
*Com informações do Estadão
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