Diante de críticas feitas por líderes do
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), o governo federal está
considerando a possibilidade de divulgar novas metas para o plano de reforma
agrária até março do próximo ano. De acordo com a CNN Brasil, a discussão gira
em torno da ampliação do número de assentamentos, visando atenuar os atritos
recentes entre o governo e líderes do movimento.
MST intensificou a tensão ao
realizar novas invasões de terras nos primeiros meses do novo mandato. Na
última semana, João Pedro Stédile, líder do movimento, reacendeu a polêmica ao
afirmar em vídeo que 2023 foi o pior ano em 40 anos do MST em termos de famílias
assentadas.
A declaração, que foi recebida
com desconforto pelo governo, foi interpretada como uma cobrança por garantias
de que a agenda sem-terra receberá atenção em 2024. Em sua mensagem de Natal,
Stédile culpou os governos de Jair Bolsonaro e Michel Temer pela falta de
recursos, afirmando que o desmonte nos últimos seis anos impediu que a máquina
estatal atendesse às necessidades dos trabalhadores.
Em resposta, o ministro do
Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, declarou à CNN
que espera superar, no próximo ano, o número de 7.200 famílias assentadas em
2023. Além disso, nos últimos doze meses, o ministro destacou que foram
regularizadas as condições de 40 mil famílias em assentamentos já existentes.

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!