Início do segundo semestre do
Supremo Tribunal Federal terá julgamento sobre legítima defesa da honra e
descriminalização do porte de drogas para uso pessoal; Congresso também tem 22
vetos trancando a pauta
A semana política em Brasília
marca a retomada das atividades parlamentares no Congresso Nacional,
bem como o retorno do Judiciário, com julgamentos já marcados para o plenário
do Supremo Tribunal Federal (STF). No
Parlamento, a agenda começa com depoimento do ex-diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na CPMI do 8 de Janeiro.
A oitiva de Saulo Moura da Cunha está marcada para acontecer na terça-feira,
1º, a partir das 9h. Ele ocupava o cargo na agência no dia da invasão dos Três
Poderes e deixou a função em 2 de março. Alvo de cinco requerimentos de
convocação, o ex-diretor deve ser questionado sobre supostos informes e
relatórios enviados pela Abin antes do 8 de Janeiro com o objetivo de
“acautelar, alertar e prevenir autoridades e órgãos públicos”. Ainda marcando o
retorno da Câmara, também serão destaques audiência pública na Comissão de
Esportes, na quarta-feira, 2, para debater a preparação para os Jogos Olímpicos
de Paris em 2024 e, na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime
Organizado, um debate para falar sobre supostas prisões ilegais no 8 de
Janeiro, que está marcado para a quinta-feira, 3. Ainda no âmbito do Congresso,
há 22 vetos trancando a pauta do Legislativo, o que impede a deliberação de
demais matérias. Um destes vetos diz respeito a quatro dispositivos da Lei
14.600, de 2023, que trata da organização dos Ministérios e de órgãos da
Presidência da República.
O segundo semestre do Supremo
Tribunal Federal, por sua vez, começa com julgamento em plenário na
terça-feira, 1, da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF)
779 apresentada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) que
questiona a constitucionalidade da tese jurídica da “legítima defesa da honra”.
A legenda argumenta que tribunais do Júri têm aplicado a tese e absolvido
assassinos de mulheres sob a tese de proteger a sua honra, o que não é
compatível aos direitos fundamentais à vida e à não discriminação das mulheres.
Outro assunto previsto para ser analisado em plenário é a descriminalização
do porte de drogas para uso pessoal, previsto para ser julgado na
quarta-feira, 2, como primeiro item da pauta. Outros temas previstos para
a semana do Judiciário incluem, por exemplo, a Ação Direta de
Inconstitucionalidade (ADI) 5783, que questiona a fixação do prazo para a
regularização fundiária dos territórios das comunidades tradicionais de fundo e
fecho de pasto, no semiárido da Bahia; e a Ação Direta de
Inconstitucionalidade (ADI) 6561, que questiona a criação do Cadastro Estadual
de Usuários e Dependentes de Drogas, no Tocantins, entre outros.
Por Jovem Pan

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