Programa prevê aumentar as vagas para jovens no país
O projeto de lei que institui o Programa Escola em Tempo Integral foi aprovado pela Câmara dos Deputados na segunda-feira 3. A proposta foi apresentada pelo governo Lula e elaborada pelo Ministério da Educação (MEC).
Os deputados rejeitaram o único
destaque — um trecho escolhido para votação separada do “esqueleto” do
projeto. Agora, o texto vai ao Senado para ser analisado.
O programa prevê o investimento
de R$ 4 bilhões em 2023 e 2024 para fortalecer a oferta de vagas de educação em
tempo integral.
Segundo o governo, o objetivo é
auxiliar na criação de 1 milhão de vagas em ensino integral em todo o país —
modalidade em que o aluno permanece na escola por pelo menos sete horas diárias
ou 35 horas semanais.
O relator da proposta, deputado
Mendonça Filho (União-PE), incluiu em seu texto um dispositivo que amplia o
prazo de execução dos R$ 3,5 bilhões repassados para investimentos em
conectividade nas escolas, a pedido do MEC.
O programa envolve uma série de
ações para atingir a meta de aumentar as vagas de educação em tempo integral.
O Plano Nacional de Educação
2014-2024 estabelece a oferta de “educação em tempo integral em, no mínimo, 50%
das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos alunos da
educação básica”.
Crianças em ensino integral
têm mais facilidade com leitura e escrita
O Conselho Estadual de Educação
de Idaho (EUA) realizou um estudo mostrando que as crianças que frequentam a escola durante todo o período do
dia se saem melhor em testes de escrita e leitura, quando
comparadas aos seus colegas que só ficam meio período.
A pesquisa foi feita com 33 mil
alunos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, para
analisar os níveis de alfabetização.
Sueli Marciale,
diretora-assistente do Colégio Rio Branco, afirma que isso ocorre porque, no
expediente integral, as crianças têm mais tempo de participar de outras
atividades, de brincadeiras e de explorar seus talentos. “É uma experiência que
permite contato com outras linguagens e diferentes formatos de aprendizagem,
que vão além da matriz do currículo convencional das aulas”, disse Sueli. “Isso
é importante porque a alfabetização é mais do que o domínio do código, é
permitir que as crianças ampliem seu repertório e desenvolvam um pensamento
crítico.”
REDAÇÃO OESTE

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