Relator destacou que o indicado
preenche os requisitos exigidos para conseguir uma cadeira no Supremo:
reputação ilibada e notável saber jurídico
A Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ) do
Senado fez a leitura do relatório que indica o advogado Cristiano Zanin Martins para
a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão realizada nesta
quinta-feira 15. Ao final, o presidente do colegiado, senador Davi Alcolumbre
(União-AP) confirmou para a próxima quarta-feira 21, o agendamento da sabatina
de Zanin, momento em que ele deverá ser submetido a uma série de questionamentos
dos integrantes da Comissão, seguido de votação sobre a indicação.
Ao fazer a leitura do relatório,
o senador Veneziano Vital do Rêgo, descreveu a trajetória acadêmica e
profissional de Zanin, destacando que o indicado tem quase 25 anos de carreira
no Direito, além de ser autor de artigos e livros da área jurídica e de atuar
também como professor universitário. Citou ainda que o indicado apresentou
todos os documentos exigidos que o declara apto a assumir a vaga no Supremo,
confirmando possuir reputação ilibada e notável saber jurídico, como é
estabelecido pela Constituição Federal. “Dispõe de suficientes e sobejos
elementos para afirmar juízo de convencimento sobre a indicação do Dr.
Cristiano Zanin Martins para exercer o augusto cargo de ministro do Supremo
Tribunal Federal”, disse Vital do Rêgo.
Durante a sessão, o senador
Eduardo Girão (NOVO-CE) questionou a celeridade no processo de indicação,
comparando com o período de quase cinco meses para a aprovação de André
Mendonça, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro. “Existe hoje, uma
pergunta comum, que eu também me faço, sobre critérios adotados pra essa
indicação que foi na velocidade da luz” argumentou. Em resposta, Davi
Alcolumbre disse que os prazos de deliberação da matéria é atribuição da
Presidência da República, e que atendeu a pedidos dos senadores de que desta
vez o processo de indicação fosse mais rápido que do ministro André Mendonça.
Caso o nome do advogado seja aprovado, ele segue para análise no plenário do
Senado.
Por Brasília

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