Onda de violência que afeta o
Estado há três dias é comandada de dentro das prisões por lideranças criminosas
que estariam insatisfeitas com o sistema carcerário; 52 suspeitos foram presos
desde terça
O ministro da Justiça e Segurança
Pública, Flávio Dino,
atendeu a um pedido da governadora Fátima Bezerra (PT)
e autorizou, na noite desta quarta-feira, 15, que seja feita uma intervenção
federal nas penitenciárias do Rio Grande do Norte por
30 dias, passando a valer desta quinta. “Autorizar o emprego da Força-Tarefa de
Intervenção Penitenciária, em caráter episódico e planejado, no Estado do Rio
Grande do Norte, pelo período de 30 dias, a contar de 15 de março de 2023, para
exercer a coordenação das ações das atividades dos serviços de guarda, de
vigilância e de custódia de presos, e demais atividades correlatadas previstas.
A operação terá o apoio logístico e a supervisão dos órgãos de administração
penitenciária e segurança pública do ente federado solicitante”, escreveu o
ministro na decisão, que foi publicada no Diario Oficial da União do dia.
O Rio Grande do Norte vive dias
de caos e terror, com ataques organizados de bandidos a pelo menos 14 cidades
do Estado, incluindo a capital Natal, nos quais tiros foram disparados contra
prédios de instituições públicas e fogo ateado em carros parados nas ruas. A
situação começou a ocorrer na noite da última segunda-feira, 13, e passou a
contar com o apoio do governo federal, com envio de 200 agentes da Força
Nacional e outros 30 agentes penitenciários federais, a partir da terça. As
forças de segurança tentam restabelecer a normalidade nas cidades, combatendo a
criminalidade, realizando prisões e apreensões. Até o momento, 52
suspeitos foram presos no Estado, sendo um deles um adolescente, oito
foragidos da Justiça recapturados, dois tornozelados e um ferido, que foi
encaminhado a uma unidade de saúde. Além das detenções, foram apreendidas 15
armas de fogo e quatro simulacros, 46 artefatos explosivos, dez galões de
gasolina, cinco motos, dois carros, além de dinheiro, drogas e munições. As
ações policiais deixaram dois mortos até o momento, sendo um suspeito de
realizar atos de vandalismo e o outro um líder de uma facção do Estado. Uma
terceira vítima, um comerciante inocente, ainda não tem relação direta com a
onda de violência, segundo a polícia, que investiga a morte.
Segundo o secretário de Segurança
Pública e Defesa Social do RN, coronel Francisco Canindé, a onda de
violência foi
motivada por insatisfações de presidiários com o sistema carcerário,
tendo sido comandada de dentro das prisões. “Algumas lideranças de organizações
criminosas estão reclamando com o tratamento dado dentro do sistema prisional.
O sistema prisional do Rio Grande do Norte é um sistema controlado dentro dos
presídios, e muitas dessas pessoas querem benefícios. A Lei de
Execução Penal está sendo cumprida no RN, então o que for a mais não está
dentro do ordenamento jurídico”, afirmou. Além disso, ele disse acreditar ainda
que as ações criminosas também tenham sido realizadas em resposta a uma
operação policial realizada há 15 dias, com grandes
Por Jovem Pan

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