Polícia tenta dispersar protesto
com uso de gás lacrimogênio
Com pedras, pedaços de pau e
pneus em chamas, centenas de manifestantes bloquearam a pista do Aeroporto de
Arequipa, segunda maior cidade do Peru, no sul, para exigir a renúncia da nova
presidente peruana, Dina Boluarte,
que assumiu o governo na quarta-feira 7, e eleições presidenciais e
legislativas antecipadas.
Além do bloqueio, a iluminação da
pista foi destruída, e, por isso, o aeroporto está fechado. Segundo agências
internacionais, a polícia enfrenta os manifestantes com gás lacrimogêneo.
Perfis isolados e da imprensa local publicaram vídeos da invasão do aeroporto.
Os protestos começaram na semana
passada, depois que o ex-presidente Pedro Castillo tentou dar um golpe, mas
acabou tendo o mandato cassado pelo Congresso e foi preso antes de conseguir
fugir para o México.
Para tentar aplacar as
manifestações, Dina, que inicialmente pretendia concluir o mandato de Castillo
até 2026, anunciou no início da manhã desta segunda-feira a antecipação das
eleições para abril de 2024.
Nas ruas em várias cidades do
país, uma multidão exige a libertação do agora ex-presidente Pedro Castillo,
assim como o fechamento do Parlamento e novas eleições imediatamente. As
estradas de acesso a várias cidades do país permaneciam bloqueadas hoje no
norte e no sul do país, incluindo Arequipa, Trujillo e Cuzco.
Na cidade andina de Andahuaylas,
no sul, o Ministério do Interior informou que duas pessoas morreram no domingo
11, e cinco ficaram feridas, entre elas um policial, depois de confrontos
violentos em uma tentativa dos manifestantes invadirem o aeroporto da cidade.

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