A Lupa, do grupo Folha de
S.Paulo, desmentiu-se ao analisar frases do presidente Jair Bolsonaro,
durante uma entrevista ao podcast Cara a Tapa
A agência de checagem Lupa, do
grupo Folha de S.Paulo, desmentiu-se ao analisar frases do
presidente Jair Bolsonaro, durante uma entrevista ao podcast Cara a
Tapa. A gafe ocorreu quando a empresa tentou explicar que a inflação
brasileira é maior que a da Argentina, comandada pelo peronista Alberto Fernández.
“No Brasil, o IPCA acumula alta
de 10,07% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE”, publicou a Lupa. “Ou seja, a
inflação mensal na Argentina está em 7,4%, enquanto a brasileira está em
10,07%, índice 36% maior do que o argentino.”
Completamente diferente do que
informou a agência, a economia brasileira registrou deflação de quase 0,70% em
julho. Na Argentina, a inflação anual alcançou 71% — e tende a piorar.
Para tentar justificar seu
analfabetismo aritmético, a Lupa publicou um segundo post, ainda mais
incompreensível: “A comparação das inflações mensal da Argentina e anual do
Brasil foi feita por Bolsonaro. A Lupa mostrou os índices (julho Arg: 7,4%;
últimos 12 meses BR: 10,07%), indicando que a frase foi exagerada. A inflação
anual é maior na Argentina (de 71%), como explicado na checagem”.
Publicado no domingo 14, o post
que contém a primeira desinformação ainda não foi apagado.
Agência de checagem atacou a
Revista Oeste
Em 31 de julho de 2020, a Aos
Fatos qualificou de “fake news” uma reportagem de Oeste que
expunha a verdade. O texto informava que, diferentemente do que imaginava a
imprensa tradicional, a Floresta Amazônica não estava em chamas.
A truculência se repetiu em 17 de
março de 2021, desta vez mirando uma reportagem sobre a pandemia de covid-19 na
cidade mineira de São Lourenço. Enquanto o restante do país era castigado pelo
agravamento da tragédia, o município de 46 mil habitantes completava a terceira
semana sem registrar mortes — em 15 de março, não havia um único paciente
internado na UTI.
Alheia às provas da veracidade do
que Oeste publicara, a agência de checagem continuou poluindo
os textos com o carimbo: “fake news”. No Facebook, uma tarja sobre
a foto que ilustrava os posts de todos aqueles que compartilhavam os textos
vinha acompanhada de um alerta: “Informação falsa — Checada por verificadores
de fatos independentes”.
Em abril deste ano, Oeste venceu
a segunda batalha judicial contra a prepotência da autodenominada agência de
checagem. Aos fatos: “A censura pelos indivíduos — incluídas as pessoas
jurídicas — à liberdade de expressão, de manifestação ou de opinião, sob
qualquer aspecto ou pretexto, não é condizente nem compatível com qualquer dos
princípios norteadores da sociedade democrática vislumbrada pelo constituinte
de 1988”, afirma um trecho da sentença do juiz Marcelo Augusto Oliveira, da 41ª
Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo. “Aspirações de proteger a
sociedade não só contra notícias falsas, mas contra qualquer potencial ameaça,
desde um ponto de vista supostamente isento e superior, flertam perigosamente
com o totalitarismo.”

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