Projeção de inflação de 7,41% será repassada para a remuneração mínima dos trabalhadores, aposentadorias e pensões
O Ministério da Economia reduziu de 8,1% para 7,4% a expectativa de alta do INPC Índice Nacional de Preços ao Consumidor), indicador é responsável por medir a inflação das famílias mais pobres e serve como base para o reajuste do salário mínimo e das aposentadorias, em 2022.
Caso o avanço seja concretizado,
a remuneração mínima paga aos
trabalhadores subirá dos atuais R$ 1.212 para R$ 1.301,81, um
aumento de R$ 89,81. Na estimativa anterior, o salário mínimo saltaria para R$
1.310,17 (+R$ 98,17).
O valor é maior que o previsto na
LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2023, aprovada pelo Congresso Nacional
na última terça-feira (12). Pela proposta, o salário mínimo de 2023 será de R$
1.294.
As estimativas de que inflação
será menor em 2022 são justificadas pela redução das alíquotas do ICMS sobre gasolina e energia elétrica —
após o governo federal ter zerado o PIS/Cofins sobre a gasolina e o etanol até
o fim deste ano. Na avaliação das instituições, o alívio deve ser sentido no bolso das famílias somente até o fim de 2022.
Com apenas o repasse integral do
INPC, o valor do novo salário mínimo deve representar o quarto ano consecutivo em que o piso nacional não garantirá
uma reposição do poder de compra à população mais carente.
Entre 2015 e 2019, o salário
mínimo pago aos brasileiros era calculado com base na expectativa para o INPC
do ano e a taxa de crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto) — a soma de
todos os bens e serviços produzidos no país — de dois anos antes.
A medida, estabelecida pela lei 13.152, foi
interrompida a partir de 2020, quando o reajuste passou a ter como base apenas
a expectativa para a inflação do ano anterior, sem garantir ganho real.
Segundo estimativas do Dieese
(Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o
salário mínimo é a base da remuneração de 50 milhões de trabalhadores e
beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e deveria figurar, em junho, na casa dos R$
6.527.
Ao conceder um reajuste do
salário mínimo sem a reposição do poder de compra, o governo federal gasta
menos. Isso porque os benefícios previdenciários não podem ser menores que o piso
da remuneração.
Cálculos mostram que cada real no
salário mínimo implica despesa extra superior a R$ 350 milhões nos cofres
públicos. A Constituição, no entanto, determina que o salário mínimo deve ser
corrigido, ao menos, pela variação do INPC do ano anterior.
Do R7

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