Caso terá repercussão geral, ou
seja, deverá ser aplicado por todos os tribunais do país
O Supremo Tribunal
Federal (STF) decidiu nesta quarta, 8, que para que empregadores
possam realizar uma demissão em
massa, é obrigatório que antes ocorra uma negociação com os sindicatos que
representam as categorias afetadas. A decisão terá repercussão geral, ou seja,
todos os tribunais do país devem segui-la ao julgar casos similares. A corte
julgava caso movido pela Embraer, que recorreu de decisão do Tribunal Superior
do Trabalho (TST) que havia tido o mesmo entendimento agora confirmado pelo
STF. A demissão em massa em questão ocorreu em 2009 e dispensou quatro
mil funcionários da fabricante de aviões e da empresa Eleb Equipamentos, que
juntas questionavam a decisão do TST com os argumentos de que o assunto deveria
ser decidido por meio de lei complementar, que ameaça a sobrevivência de
negócios em crise e é contrária à livre iniciativa.
O entendimento de que essas
negociações são necessárias foi adotado por Edson Fachin, Alexandre de Moraes,
Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Rosa
Weber. Nunes Marques e Gilmar Mendes foram contrários, assim como Marco Aurélio
Melo, que era o relator do caso antes de se aposentar em 2021; Luiz Fux e André
Mendonça não participaram do julgamento. Os ministros da posição vencedora
demonstraram preocupação com os impactos sociais e econômicos das demissões
coletivas e realçaram que a intervenção prévia dos sindicatos não se confunde
com autorização prévia, mas estimula o diálogo, sem estabelecer condições ou
assegurar a estabilidade no emprego.
Por Jovem Pan

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