No documento, a procuradoria
defende a necessidade de se reconhecer o indulto concedido pelo presidente Jair
Bolsonaro
A Procuradoria-Geral da República
(PGR) pediu ao Supremo
Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 14, a extinção da pena do
deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ).
O parlamentar foi condenado a
oito anos e nove meses de prisão no inquérito que investiga supostos ataques
contra a Corte. No dia seguinte, o presidente Jair Bolsonaro concedeu um
indulto ao parlamentar, perdoando crimes que teriam sido cometidos pelo
congressista.
Assinado pela
vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, o documento defende a
necessidade de se reconhecer o perdão individual concedido pelo chefe do Poder
Executivo.
“O decreto de indulto individual
é existente, válido e eficaz, sendo que a sua repercussão jurídica na
punibilidade está condicionada à necessária decisão judicial que declara
extinta a pena do condenado”, informa trecho do documento de 16 páginas.
Caso o STF acate o pedido da PGR,
as medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e as multas impostas
por descumprimento das determinações de Alexandre de Moraes, ministro do STF,
também devem ser anuladas.
Mariane Andréia Cardoso, advogada
do deputado Daniel Silveira, divulgou hoje uma nota comunicando esperar que o
STF acolha a manifestação da PGR.
“Diante do pedido expressamente
apresentado pelo Ministério Público, único titular da ação penal, espera-se que
o Poder Judiciário declare da extinção da punibilidade e determine revogação
retroativa das medidas cautelares”, afirmou Maria.

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