John Hinckley passou 35 anos em
hospital psiquiátrico e vivia desde 2016 em regime condicional nos Estados
Unidos
O homem que tentou matar o então
presidente norte-americano Ronald Reagan em 1981 ganhou liberdade plena da
Justiça do país na última quarta-feira, 15, depois de 41 anos de prisão e
posterior monitoramento na condicional.
John Hinckley tinha 25 anos
quando feriu o ex-presidente e outras três pessoas em uma tentativa de
assassinato na frente de um hotel em Washington. Reagan se recuperou
rapidamente depois do ataque, apesar de uma perfuração no pulmão, mas seu secretário
de imprensa Jim Brady teve que lidar com danos permanentes.
Um júri o considerou Hinckley
inocente por motivo de insanidade em seu julgamento de 1982, o que levou o
Congresso e alguns estados a aprovar leis restringindo o uso da insanidade como
defesa.
Agora, o homem de 67 anos
comemorou sua recém-descoberta liberdade, depois do fim oficial de décadas de
supervisão por profissionais da área jurídica e de saúde mental.
“Depois de 41 anos 2 meses e 15
dias, liberdade finalmente”, escreveu Hinckley em sua conta no Twitter.
O levantamento de todas as
restrições era esperado desde o final de setembro, quando o juiz Paul L.
Friedman, em Washington, disse que libertaria Hinckley se ele continuasse
“mentalmente estável”. A filha de Reagan, Patti Davis, se opôs à libertação.
Em 2016, Hinckley havia recebido
liberdade condicional em tempo integral e passou a morar com sua mãe no Estado
da Virgínia, até a morte dela no ano passado. Antes, viveu 35 anos em um
hospital psiquiátrico de Washington.
Ronald Reagan comandou os Estados
Unidos em dois mandatos, entre 1981 e 1989, sendo celebrado como um dos grandes
presidentes da história recente do país. É atribuído ao republicano a condução
vitoriosa para o desfecho da Guerra Fria, que culminou na dissolução da União
Soviética. O político morreu em 2004.

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