Restos mortais do animal pré-histórico indicam 35 mil anos de idade
Mineradores do território de Yukon, no Canadá, fizeram uma descoberta inesperada durante as escavações na terça-feira 21. A equipe encontrou uma carcaça pré-histórica, que, segundo as autoridades do país, pertence a um filhote fêmea de mamute de mais de 35 mil anos de idade.
Os restos do animal foram
identificados como um Mammuthus primigenius, a última espécie dos
mamutes a sobreviver nas regiões mais a norte do planeta, até a sua extinção,
há mais de 5 mil anos. Esses animais desapareceram, dentre diversos fatores,
devido à caça intensiva provocada por seres humanos.
Mas este não foi o caso da
pequena Nun cho ga. O nome atribuído ao mamute lanoso recém-encontrado
significa “grande bebê animal”, na língua nativa-norte-americana hän, falada em
Yukon. De acordo com os pesquisadores da Universidade
de Calgary e do Yukon Geological Survey, o filhote
morreu congelado com pouco mais de um mês.
Segundo os geólogos que
contribuíram para recuperar os restos mortais de Nun cho ga, foram encontrados
dentro do estômago da bebê mamute pedaços de grama. O indício revela que os
últimos momentos de vida do animal aconteceram, talvez, enquanto pastava em um
território que, na época, era disputado também por outros seres pré-históricos,
como cavalos selvagens, bisões gigantes e leões da caverna.
O achado da múmia, que foi
localizada praticamente completa, foi anunciado pelo governo da Província de
Yukon na sexta-feira 24. “O território sempre foi um líder de renome
internacional para a pesquisa da Era do Gelo e da Beríngia, outro período
pré-histórico glacial. Estamos entusiasmados com esta descoberta
significativa”, afirmou o ministro do Turismo e Cultura, Ranj Pillai.
Já para o paleontólogo Grant
Zazula, o mamute simboliza a “descoberta mais importante em paleontologia na
América do Norte”, além de ser o mamífero mumificado mais completo encontrado
no continente. “Como paleontólogo da Era do Gelo, foi um dos meus sonhos de
vida ficar cara a cara com um mamute lanoso real”, disse o pesquisador.
“Esse sonho se tornou realidade
hoje. Nun cho ga é linda e um dos mais incríveis animais mumificados desse
período já descobertos no mundo. Estou animado para conhecê-la mais”, concluiu
Grant Zazula. A expectativa é que o filhote seja preservado para estudos, que
devem acontecer ainda nos próximos meses.




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