Milton Ribeiro, ministro da Educação, teria participação em um suposto esquema de alocação de recursos à prefeituras aliadas a pastores evangélicos em troca de apoio presidencial. ANTONIO MOLINA/FOTOARENA
Advogados acusam o juiz da
primeira instância de agir de maneira ‘parcial’ e ‘tendenciosa’; pedido foi
realizado ao desembargador Ney Bello que determinou a liberdade do ex-membro do
governo Bolsonaro
Os advogados do ex-ministro da
Educação, Milton
Ribeiro, solicitaram ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1)
nesta terça-feira, 28, que o desembargador Ney Bello anule a decisão proferida
pelo juiz federal Renato Borelli que levou o ex-governista à prisão. Na visão
da defesa, Borelli agiu de maneira “tendenciosa” e “parcial” ao solicitar a
prisão preventiva de Ribeiro. No documento obtido pela equipe de reportagem da
Jovem Pan, o advogado Daniel Bialski afirma que o “excessivo pronunciamento” do
juiz de primeira instância em sua decisão “coloca em jogo a legalidade e a
regularidade de todo o já processado”. A defesa também afirma que a “lei
processual determina que a Autoridade Coatora preste informações, só isso e
nada mais. Não é facultado ao Julgador de origem realizar a defesa de sua
posição, como se parte interessada fosse”. Bialski acusa o pronunciamento de
Borelli de realizar “juízos de valor” sobre Milton e, com isso, quebra a
isenção esperada pela função.

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