Juíza decidirá se policial militar acusado irá a júri popular
Na terceira audiência judicial de
instrução e julgamento sobre a morte da menina Ágatha Felix, foram ouvidos o
acusado pelo tiro, o policial militar Rodrigo de Matos Soares, e outras três testemunhas
de defesa e acusação. Eles depuseram à juíza Tula Corrêa de Mello, do 1º
Tribunal do Júri da Capital, nesta segunda-feira (28).![]()
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Ágatha tinha 8 anos, no dia 20 de
setembro de 2019, quando voltava para casa com a mãe e foi atingida por um tiro de fuzil dentro de uma Kombi,
no Complexo do Alemão. Entre as suspeitas está a de que o tiro tenha vindo da
arma do PM Soares, que nega a acusação.
Em seu depoimento, o policial
afirmou que não sabe de qual arma saiu o tiro que matou Ágatha e que não chegou
a ver a Kombi no dia. Lotado na 1ª UPP da Fazendinha, Soares está afastado da
corporação desde o caso. Ele contou que era de praxe que a guarnição deixasse o
posto no início da noite, pois era um local perigoso.
Porém, neste dia eles receberam
uma ordem para permanecer naquela posição, mas começaram a receber ameaças
informadas por mototaxistas da comunidade. Soares disse que dois homens numa
moto fizeram disparos contra ele e um colega e que, após revidarem com três
disparos, se abrigaram numa loja de construção até que o confronto cessasse.
Uma reconstituição chegou a ser
feita pela Polícia Civil, mas sem a participação dos policiais envolvidos. O
policial Élcio Oliveira, também lotado na UPP, disse, por videoconferência, que
não recebeu tiros vindo de mototaxistas e que só soube depois da morte de
Ágatha.
Outra testemunha ouvida, Ismael,
morador da Fazendinha, contou que estava bem próximo ao grupo de policiais de
onde partiu o tiro que matou a menina e que não saberia identificar o autor do
disparo. Segundo ele, não havia nenhum confronto no local e que dois homens em
uma moto passavam na hora e o carona carregava uma esquadria de alumínio debaixo
do braço.
Somente após esta última sessão,
a juíza decidirá se o policial militar irá a júri popular.
Agência Brasil - Rio de
Janeiro

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