Em entrevista ao Pânico, o ex-juiz disse que não há chance de desistir da
pré-candidatura à Presidência para concorrer ao Senado: ‘É uma questão de
dever’
Nesta segunda-feira, 14, o
programa Pânico recebeu
o ex-ministro da Justiça Sergio
Moro. Em entrevista, ele criticou a atuação de Jair Bolsonaro na Polícia Federal.
“Eu era contra a interferência na Polícia Federal do presidente Bolsonaro pelas
razões que ele apresentou. Inclusive, ele já falou publicamente que eu saí do
governo porque não aceitava proteger a família dele do COAF, da Receita Federal
e da Polícia Federal. Hoje a situação é pior que Lula solto, é muito ruim”,
afirmou. “Não tem ninguém no Brasil investigado e preso por grande corrupção,
tenho grande respeito pela PF, mas essa é a Polícia Federal, e esse o resultado
das nomeações que o presidente fez. Eu jamais imaginei que o presidente da
República que se elegeu defendendo a Lava Jato fosse
trabalhar para destruir a Lava Jato. E uma parte dessa destruição foi a
interferência na Polícia Federal.”
Pré-candidato à Presidência
nas eleições de
2022 pelo Podemos,
Moro negou a possibilidade de desistir do maior cargo do Executivo para
disputar o Senado.
“Sou pré-candidato à Presidência, não tem nada disso de Senado, Câmara, isso aí
é o pessoal que tem medo da candidatura, jogam cascas de banana por aí. Eu
quero um país diferente, fiquei observando o Brasil o ano passado
inteiro. A Covid matando
muita gente, as pessoas hoje sofrendo o problema da economia. Você tem essas
cenas lamentáveis: a fila dos ossos, no sertão gente caçando lagarto para se
alimentar. Todo mundo me diz que eu tenho o potencial para atender essas
pessoas que não querem nem Lula nem Bolsonaro. É uma questão de dever, não
posso deixar aquilo que foi feito ser destruído”, disse. O ex-juiz se queixou
dos rumos que o combate à corrupção tomou. “A gente imaginava que teria
iniciado um período diferente, mas todo mundo se decepcionou muito com a
realidade atual. Vamos ser bastante francos, o governo atual, juntamente com
parte do Congresso e parte do STF,
eles destruíram a Lava Jato.”
Caso eleito, Moro diz que seu
principal foco será na retomada da economia. O filiado ao Podemos criticou o
discurso de Lula no
combate à fome. “Você coloca as pessoas que mais precisam no primeiro lugar da
fila, você começa a resolver o problema da pobreza não só mentindo que vai cair
picanha do céu, mas vai possibilitando às pessoas a comprar a picanha”, disse.
“Internacionalmente, o Brasil precisa retomar os acordos comerciais. Mercosul e União Europeia estão
parados. A gente precisa se reinserir com discurso de defesa dos direitos
humanos e discurso ambiental, num mundo de mudanças climáticas.”
Confira na íntegra a entrevista
com Sergio Moro:
Por Jovem Pan
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