País tem reservas altas e
poucas dívidas em dólar, explica secretário
O alto volume de reservas
internacionais e as poucas dívidas em dólar tornam o Brasil preparado para
enfrentar a volatilidade dos mercados financeiros ao conflito entre Rússia e
Ucrânia, disse hoje (24) o secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle. Segundo
o secretário, ainda é cedo para pensar em leilões extraordinários da dívida
pública para segurar o mercado.
No fim da tarde desta
quinta-feira, a bolsa caía cerca de 1,5%, depois de recuar mais de 2% durante o
dia. O dólar comercial, que ontem (23) tinha fechado em R$ 5, estava sendo
vendido a R$ 5,10, depois de atingir R$ 5,15 por volta das 15h.
“É importante lembrar a posição em que o
Brasil se encontra. Em termos de dívida pública, estamos em situação muito
confortável. A gente tem só 5% da dívida em dívida externa e a participação do
estrangeiro [na dívida interna] no Brasil é de pouco mais de 10%. A gente tem
100% da necessidade de financiamento de 2022 em caixa. A gente tem mais de US$
350 bilhões de reserva internacional. O Brasil está bem estruturado para alguma
volatilidade internacional”, afirmou Valle.
Quanto a eventuais leilões do
colchão da dívida pública, tipo de medida tomada em momentos de turbulência
extrema no mercado financeiro, o secretário comentou que o Tesouro só poderá
tomar qualquer decisão depois de aguardar como o conflito vai se desenrolar e
se haverá impactos em outros países.
“O Tesouro está com o caixa
confortável. A gente acompanha o mercado permanentemente. Estamos atentos e
tomaremos as medidas que forem necessárias. Mas, neste momento, acho que está
cedo e que estamos bem posicionados”, afirmou Valle.
O secretário deu as explicações
ao comentar o resultado primário de janeiro. No mês passado, as contas do
governo central tiveram superavit primário recorde de R$ 76,5 bilhões.![]()
![]()
0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!