O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), recebeu aumento. A partir de 1º de janeiro, o salário de Nunes passou de R$24 mil para R$ 35 mil — um aumento de 46,6%. O novo valor passa a ser o teto salarial dos servidores públicos municipais no topo da carreira, gerando um efeito cascata. Os salários dos secretários também foram reajustados, chegando a quase 53% de aumento.
A prefeitura estima que os custos
para os pagadores de impostos com a mudança cheguem a aproximadamente R$ 51
milhões a mais. Para justificar o reajuste, a prefeitura alega que o aumento
corrige os ganhos de categorias importantes, como os auditores fiscais, e que
isso evita a perda de profissionais qualificados para a iniciativa privada.
O aumento foi sancionado pelo
então prefeito Bruno Covas em dezembro de 2020. Na época, a Câmara de Vereadores informou
que o projeto de lei aprovado tratava da correção dos subsídios “do prefeito,
vice-prefeito e secretários em patamar abaixo da inflação acumulada no período”
dos últimos 8 anos.
São Paulo abandonada
Reportagem
publicada na Edição 91 da Revista Oeste mostra o abandono da cidade de
São Paulo, com o aumento da população em situação de rua e o desleixo com o
centro da capital paulista. Ricardo Nunes herdou a prefeitura de Bruno Covas
(PSDB) em maio do ano passado com a promessa de atuar firme na área social. Em
entrevista recente à revista Veja São Paulo, ao dizer o que
fez na prática para enfrentar a questão dos moradores de rua, o ex-vereador
afirmou que foram criados programas e destinadas 1.550 vagas em hotéis para a
população em situação de rua. “O pessoal está andando com os projetos”,
garantiu. Pelo visto, sem pressa e a passos bem lentos.
Leia um trecho da reportagem:
“O desleixo com o centro de São
Paulo está estampado também nos prédios abandonados — são cerca de 30 mil
imóveis vazios e largados à ação do tempo. Sem a coordenação de políticas
públicas efetivas, centenas de famílias moram em ocupações e cortiços da região,
muitas vezes em condições insalubres. “Falta zeladoria na cidade toda”, diz o
vereador Delegado Palumbo (MDB-SP). “Tem sujeira para tudo quanto é lado.”
Fachadas de edifícios sujas e pichadas. Canteiros sem flores, sem verde,
tomados por barracas e cobertos de lixo. A péssima iluminação pública. O
emaranhado de fios expostos e pendurados em postes de energia. As calçadas
irregulares. O cheiro de urina. O caos. É o retrato da feiura urbana e da
incompetência da administração pública em cada esquina.”
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