A família de Leandro de Souza, de 41 anos, morto em Queimados, RJ, após
apartar uma briga de casal, busca por justiça. O crime ocorreu no dia 24 de
dezembro, véspera de natal. Segundo testemunhas, um policial militar, que
agredia sua mulher, teria atirado contra três pessoas. Duas morreram, uma
ficou ferida. Leandro, era dono de uma casa noturna no bairro Cidade Beira Mar,
o Deck Pub, localizado na Rua José Davi.
Fernando Talaque, morreu no local com um tiro no rosto. Leandro de
Souza, morador de Rio das Ostras, foi baleado no peito e chegou a ser
levado para o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, mas não resistiu e morreu no
dia 25. Já Célio Jacinto, que foi atingido no ombro, foi socorrido e já
recebeu alta.
A viúva de Leandro, Debora Rosa, conta que os três homens atenderam a um
pedido de socorro da mulher, que tentava fugir das agressões do marido, quando
o PM sacou a arma e começou a atirar.
“Esse casal saiu brigando, o rapaz estava agredindo a esposa e ela
estava com o bebê no colo. A criança caiu no chão e alguns amigos
levantaram pra tentar interceder e parar a confusão. Ai como foi muita gente
pra cima, ele sacou a arma e atirou”.
Em nota, a Polícia Militar informou apenas que, no dia 25, um policial
militar se apresentou na Delegacia de Homicídios da Baixada, prestou depoimento
e foi liberado. Mas a nota não identifica o agente e nem informa se ele
continua trabalhando ou se foi afastado das funções.
Para as famílias das vítimas, a falta de informações e o fato de o
policial ter sido liberado após o crime aumenta a dor e o sofrimento gerado
pela situação.
“O sentimento é de impotência. Ele foi na delegacia, passou o tempo que
tinha que passar e depois saiu, está levando a vida normal. Dá um
sentimento de impunidade, porque essa não era para ser a atitude dele. Ele,
como um policial militar, jamais deveria fazer isso. Ele está aqui para nos
proteger. Meu esposo tentou ajudar e ele tirou a vida dele”, lamentou
Debora.
A Polícia Civil disse que está apurando o caso, mas também não informou o
que o PM disse em depoimento e nem as circunstâncias das investigações.
Por Adriano
Pereira/Cidade 24h
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