
Autoridades chinesas afirmam que acordo armamentício
entre EUA e Taiwan pode afetar estabilidade na região.
SAM YEH / AFP
Ministério das Relações
Exteriores chinês afirmou que decisão põe em perigo estabilidade e paz com a
ilha
O Ministério de Relações Exteriores da China criticou nesta quinta-feira (5) a aprovação pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos da venda de material armamentício para Taiwan por US$ 750 milhões (R$ 3,9 bilhões).
De acordo com comunicado emitido
pela Chancelaria, se trata de "ingerência nos assuntos internos" de
Pequim. Para o Ministério, a decisão dos Estados Unidos "põe em perigo a
paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan", além das relações entre
Washington e a o governo chinês.
Ontem, o Departamento de Estado
americano aprovou a venda de 40 sistemas de obuses autopropulsados M109A6 de
155 milímetros para Taiwan, além de munição, peças de reposição e treinamento
para o uso dos equipamentos.
Na nota divulgada hoje, a China
destacou que considera a ilha taiuanesa uma "parte inseparável" de
seu território.
Segundo a Chancelaria, a
aprovação da venda de armamento envia "sinais equivocados" para as
forças separatistas de Taiwan, com o qual o governo dos Estados Unidos não
mantém relação diplomática oficial.
Além disso, o Ministério chinês
cobrou que os americanos interrompam a venda de armas para Taiwan, além da
colaboração militar com a ilha, que é governado de maneira autônoma desde 1949.
Desde 2016, Taiwan comprou dos
Estados Unidos mais de US$ 16,7 bilhões (R$ 86,9 bilhões) em armamento. Já em
2019, o presidente da China, Xi Jinping, declarou a intenção de criar um
processo de "reunificação pacífica" com Taiwan.
Do R7
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