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| © Yuri CORTEZ Presidente venezuelano Nicolás Maduro durante entrevista coletiva em Caracas, em 17 de fevereiro de 2021 |
O presidente da Venezuela, Nicolás
Maduro, deu um ultimato ao Covax neste domingo (4) após denunciar que o país
fez todos os pagamentos pendentes sem receber vacinas para imunização contra a
covid-19.
“O sistema
Covax falhou com a Venezuela. Nós o cumprimos (...), fazendo mágica para
desbloquear os recursos que nos haviam bloqueado”, afirmou Maduro, garantindo
que seu governo cumpriu com o pagamento dos 120 milhões de dólares exigidos
pelo mecanismo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que países em
desenvolvimento tenham acesso às vacinas.
“Dei instruções
precisas à vice-presidente executiva e presidente da comissão presidencial
contra a covid (Delcy Rodríguez) para agir esta semana e dar um ultimato ao
sistema Covax: ou eles nos enviam as vacinas ou nos devolvem o dinheiro! E nós,
se eles nos devolverem o dinheiro, saberemos onde comprar porque já falamos com
instituições mundiais e multilaterais para fazê-lo”, acrescentou em evento
televisionado. "Chega de brincadeiras".
No mês passado,
em meio a uma polêmica que durou meses, Maduro pediu a seu homólogo americano,
Joe Biden, o desbloqueio de US$ 10 milhões destinados a saldar a dívida da
Venezuela.
Esses fundos,
segundo o governo chavista, foram congelados por um banco suíço para uma
"investigação".
A Venezuela foi
atingida por sanções financeiras lideradas por Washington, que dificultam seu
acesso ao sistema financeiro internacional.
Video: Maduro señala que COVAX "ha fallado" a Venezuela
(Dailymotion)
Reprodutor de
vídeo de: Dailymotion (Política de Privacidade)
Ciro Ugarte,
diretor de Emergências Sanitárias da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas),
órgão regional da OMS, havia se referido a esse saldo devedor, embora afirmasse
que o processo de envio de vacinas à Venezuela está "em andamento".
"Não pode
ser. Oito semanas com o dinheiro congelado. Se não é possível, se o sistema
Covax diz que não pode, devolvam-nos o dinheiro", insistiu Maduro neste
domingo.
A Venezuela,
com 30 milhões de habitantes, acumula mais de 276.000 casos de covid-19 e cerca
de 3.200 mortes, segundo dados oficiais questionados por organizações como a
Human Rights Watch, que considera a existência de uma subnotificação no país.
O processo de
vacinação em massa tem sido lento na Venezuela.
Maduro diz que
aproximadamente 11% da população foi imunizada, embora a Opas relate que apenas
cerca de 224.000 pessoas na Venezuela completaram o processo de duas doses com
as vacinas russa Sputnik-V e chinesa Sinopharm, únicas disponíveis no país.
AFP
erc/pgf/lda/am

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