
Ministra porta-voz do governo espanhol, Isabel Rodríguez.
REPRODUÇÃO TWITTER/@ISABELRGUEZ
Ministra
espanhola disse que o país de viola os direitos humanos e não garante a
liberdade de expressão
O governo da Espanha declarou que "não é considerado democrático" um país em que os direitos humanos e a liberdade de imprensa são violados, ao se referir a Cuba.
Esta foi a resposta
da ministra porta-voz do governo, Isabel Rodríguez, ao ser questionada na
terça-feira (27) sobre a situação em Cuba e o fato de a correspondente do
diário espanhol "ABC", Camila Acosta, ter sido detida pela segunda
vez, desta vez em prisão domiciliar, após protestos contra o governo cubano.
A ministra
respondeu que, "se for esse o caso", o que aconteceu merece a
"reprovação" do governo espanhol, que "defende os direitos
humanos e também a liberdade de imprensa".
"Um país
em que estes direitos são violados não pode ser considerado democrático",
respondeu a ministra em entrevista coletiva, após ser perguntada se vê o
governo cubano como uma ditadura.
Segundo o
"ABC", a correspondente do jornal em Cuba, que ficou em prisão
domiciliar durante dez dias, voltou a ser detida na segunda-feira passada, fora
de casa.
Acosta foi
supostamente liberada após ter sido interrogada durante várias horas pela
Segurança do Estado, segundo informou nas redes sociais. Horas antes da
detenção, a jornalista atualizou as informações sobre a sua prisão domiciliar.
"Hoje
conto dez dias de prisão domiciliar forçada, com vigilância 24 horas, depois de
passar quatro dias na prisão, incomunicável, acusada de desordem pública por
denunciar os protestos de 11 de julho. Não estou livre, pelo contrário, estou à
espera de julgamento", explicou.
Esses protestos
foram reprimidos com centenas de pessoas presas e desaparecidas, segundo várias
organizações, enquanto o sistema judicial cubano nega que haja julgamentos
sumários.
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