
Ex-senador estaria entre os vacinados. GERALDO MAGELA/25.09.2013/AGÊNCIA SENADO
Ex-senador
Clésio Andrade nega imunização contra a covid-19 e diz preferir vacinar
primeiro "os mais jovens"
Empresários e
políticos que não estão nos grupos prioritários teriam recebido uma dose da
vacina contra a covid-19,
nesta terça-feira (23), em Belo Horizonte.
As informações
são da Revista Piauí e dão conta que o grupo ligado ao setor de transporte
teria comprado os imunizantes da Pfizer, por conta própria. Em contato com
o R7, o laboratório negou a negociação.
De acordo a
revista, cerca de 50 pessoas receberam a primeira dose do imunizante. As duas
aplicações teriam custado R$ 600 por pessoa. Entre os vacinados, estaria o
ex-senador Clésio Andrade, que também já foi presidente da CNT (Confederação
Nacional do Transporte).
A publicação
indica que ao ser perguntado sobre a imunização, Andrade teria dito "fui
convidado, foi gratuito para mim". Em contato com o R7, o
ex-senador disse "desconhecer" as afirmações e disse estar em
quarentena no Sul de Minas.
"Eu
ainda não tomei a vacina e defendo as regras de vacinação do Ministério da
Saúde. Aliás, repito que eu preferia que os idosos, como eu, dessem a vez aos
mais jovens, que são obrigados a sair de casa para trabalhar",
informou Andrade à reportagem.
A revista ainda
indica que os organizadores da vacinação às escondidas seriam os irmãos Rômulo
e Robson Lessa e que a aplicação teria ocorrido em uma garagem da empresa
Saritur, em Belo Horizonte.
A companhia de
transporte negou ao R7 que a dupla seja sócia da firma e
declarou que o assunto é de "total desconhecimento da diretoria da
empresa". A reportagem tenta contato com os irmãos Lessa.
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A Piauí afirma
que fontes relataram que o deputado estadual de Minas Gerais Alencar da
Silveira (PDT) também teria recebido o medicamento. No entanto, político negou
as informações à revista. Ele não atendeu o R7 e não respondeu às
mensagens enviadas pela reportagem.
A publicação
ainda cita que pessoas ligadas à siderúrgica Belgo Mineira também teriam sido
vacinadas mais cedo, pela mesma enfermeria. A reportagem procurou a empresa,
mas ainda não teve retorno.
Veja a
íntegra da nota da Pfizer:
"A
Pfizer nega qualquer venda ou distribuição de sua vacina contra a
covid-19 no Brasil fora do âmbito do Programa Nacional de Imunização. O
imunizante Comirnaty ainda não está disponível em território brasileiro. A
Pfizer e a BioNTech fecharam um acordo com o Ministério da Saúde contemplando o
fornecimento de 100 milhões de doses da vacina contra a covid-19 ao longo de
2021."
Do R7
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