
Brasil vai adotar esquema de 12 semanas entre
aplicações para quem receber vacina de Oxford.
GARETH FULLER/PA WIRE/POOL VIA REUTERS
Informação
foi divulgada nesta terça-feira pela universidade britânica; com duas doses
completas, eficácia sobe para 82,4%
A Universidade
de Oxford, no Reino Unido, informou nesta terça-feira (2) que ao receber a
primeira dose da vacina contra covid-19 desenvolvida pela
instituição, em parceria com a farmacêutica AstraZenca, o indivíduo terá uma
proteção média de 76% até receber a segunda aplicação, 90 dias depois.
Embora ainda
precisem ser revisados por pesquisadores independentes, os resultados são
animadores, pois sustentam um esquema de vacinação com a segunda dose em um
intervalo mais longo do que outras vacinas, permitindo assim imunizar um número
maior de pessoas em um primeiro momento.
De acordo com a
universidade, entre o 22º e o 90º dias após a primeira aplicação, os
voluntários tiveram uma proteção de 76% que se manteve. Com a segunda dose, a
eficácia da vacina sobe para 82,4%
A vacina
Oxford/AstraZeneca será uma das mais usadas pelo Brasil no programa de imunização
contra a covid-19 — será produzida pelo Instituto de Tecnologia em
Imunobiológicos Bio-Manguinhos (Fiocruz). O Ministério da Saúde adotou o
esquema de 12 semanas de intervalo.
Dois milhões de doses já foram distribuídas aos estados e municípios a partir do dia 23 de janeiro. Outros carregamentos devem chegar ao país a partir de 15 de fevereiro
Outro ponto
positivo relatado pelos pesquisadores de Oxford é a possível capacidade da
vacina de impedir a transmissão do coronavírus.
Amostras de
secreção nasofaríngea coletadas de voluntários no Reino Unido mostraram uma
redução de 67% da transmissibilidade.
Nos próximos
dias, o grupo prevê divulgar dados sobre o desempenho da vacina em relação às
novas variantes do vírus.
Do R7

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