
Marcelo Camargo | Agência Brasil
O ex-presidente
da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vai mesmo deixar o partido
Democratas.
Maia está
disposto a fazer oposição ferrenha ao presidente Jair Bolsonaro.
Após não
conseguir emplacar o candidato dele na eleição à presidência da Câmara, o
parlamentar está cada vez mais isolado.
Segundo ele, o
DEM está voltando a ser “direita ou extrema-direita”.
“O partido voltou
ao que era na década de 1980, para antes da redemocratização, quando o
presidente do partido aceita inclusive apoiar o Bolsonaro. O DEM decidiu
majoritariamente por um caminho, voltando a ser de direita ou extrema-direita,
que é ser um aliado de Bolsonaro”, disse Maia, em entrevista ao Valor
Econômico.
O pedido de
desfiliação do partido será protocolado até terça-feira (9), assegurou o
ex-presidente da Câmara.
“Vou pedir
minha saída no TSE […]. Hoje posso dizer que sou oposição ao presidente
Bolsonaro. Quando era presidente da Câmara, não podia dizer. Mas agora quero um
partido que eu possa dormir tranquilo de que não apoiará [o presidente]. Não
quero participar de um projeto que respalda todos os atos antidemocráticos”,
acrescentou.
Rodrigo Maia
decidiu abandonar o DEM após parlamentares do próprio partido aderirem à
candidatura de Arthur Lira (PP-AL), e não ao candidato dele, Baleia Rossi
(MDB-SP).
A partir de
agora, Maia busca alianças na oposição e segue cogitando o partido que ele deve
se filiar nos próximos dias.
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