
Pazuello participou da live semanal de Bolsonaro.
REPRODUÇÃO/YOUTUBE
Ministro da
Saúde rebateu as críticas de que o início da imunização contra a covid-19 está
atrasado no Brasil
O ministro
da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta quinta-feira (7), durante
participação na live semanal transmitida pelo presidente Jair Bolsonaro nas
redes sociais que o Brasil "tem o maior plano de imunização do
mundo".
"Nós temos
um histórico, porque vacinamos muito", pontuou ele, que reafirmou a
existência de 60 milhões de agulhas e seringas disponíveis
nos Estados e municípios para iniciar a vacinação contra a covid-19 no Brasil.
"Não há a menor possibilidade de faltar seringas", garantiu.
Bolsonaro reforçou
que o fracasso
do processo de licitação para a compra de agulhas e seringas ocorreu
devido ao alto custo dos materiais. "Se nós tivéssemos comprado, iriam
estar nos acusando de superfaturamento e que estaríamos recebendo
propina", avaliou.
O ministro
ainda rebateu as críticas de que o Brasil estaria atrasado no início da
imunização contra a covid-19. “Nós estamos montando o maior plano de vacinação
do mundo, que começa nos próximos 45 dias, podendo ser nos próximos 20”,
observou ele. “Temos que lembrar que o Brasil tem 210 milhões de habitantes e
um programa de vacinação efetivo necessita de 20 milhões ou 30 milhões de doses
por mês”, completou o ministro.
Bolsonaro
destacou que entre o início da campanha de vacinação está o aval da Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e criticou a postura dos
laboratórios que fabricam os imunizantes. “A Anvisa não quer atrasar a vida de
ninguém. Ela quer proteger vidas, porque os laboratórios não querem assumir
qualquer responsabilidade em casos de efeito colateral”, afirmou o presidente.
“Esses
laboratórios exigem a isenção completa de responsabilidade de efeitos
colaterais daqui até o infinito”, completou Pazuello, Bolsonaro, por sua vez,
classificou como “irresponsabilidade” as tentativas de impor sanções a quem não
tomar a vacina.
Pazuello e
Bolsonaro defenderam também que os imunizados sejam orientados sobre os riscos
que pode correr ao tomar a vacina. "Não tem que assinar nada, mas quem for
aplicar vai informar o que pode acontecer”, disse o presidente, que negou estar
fazendo campanha contra a imunização.
Do R7
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