
Feira é online e gratuita. Pixabay
Organização do
evento espera receber 100 mil visitantes. Serão cerca de 6 mil oportunidades de
estágio e 2 mil de aprendizagem
A estudante
Monique Salomão, de 20 anos, está matriculada em um curso técnico de gestão de
Marketing, já foi jovem aprendiz e agora busca uma oportunidade como
estagiária. Monique vai participar da Expo CIEE Virtual, que começa nesta
segunda-feira (9), em busca do sonhado contrato assinado.
A feira será
online e vai oferecer cerca de 8 mil vagas, sendo 6 mil de estágio e 2 mil de
aprendizagem.
Monique também
pretende conseguir maior direcionamento profissional por meio das palestras e
cursos oferecidos no evento. Monique considera que precisa melhorar sempre suas
habilidade técnicas para conseguir a vaga que deseja. “O nosso currículo e os
nossos conhecimentos técnicos são fatores muitas vezes decisivos para os
processos seletivos de estágio”, afirma Monique.
O evento
acontece presencialmente todos os anos, mas, por causa da pandemia de
coronavírus, será online em 2020. Os estandes vão ficar disponíveis 24 horas
por dia até 13 de novembro.
O cadastro para
participar do evento é gratuito e deve ser feito pelo site oficial.
Haverá uma série de atividades para os jovens, como testes online, teste
vocacional para quem ainda não entrou na universidade, dicas para o Enem,
cursos gratuitos do Google Ateliê Digital e Escape Room Virtual, além de
palestras que abordam temas como diversidade e as novas relações de trabalho.
Os
participantes também vão ter direito a emissão de um certificado de
participação. O CIEE espera receber 100 mil visitantes e o evento se ampara nos
seguintes pilares: informação, capacitação e orientação acadêmica e
profissional. Para o supervisor de feiras do CIEE, Alexandre Altenfelder, o
estágio e as vagas de aprendizagem são importantes portas de entrada para o
mercado de trabalho.
Os
participantes vão poder acessar os estandes por meio de uma plataforma 3D
interativa.
Como
conseguir a primeira oportunidade?
Altenfelder
afirma que a feira se faz ainda mais importante neste ano, devido à pandemia de
coronavírus, que aumentou os números do desemprego e atingiu principalmente os
jovens.
“Nesse momento
de crise econômica pela qual estamos passando a situação dos nossos jovens é
muito delicada, é muito dolorida. São os que mais estão sofrendo com o
desemprego e o desalento. Muitos desses jovens não conseguem enxergar uma luz
no fim do túnel”, afirma Altenfelder.
O CEO da
Connekt, plataforma de recrutamento digital, Celso Hupfer, afirma que apesar de
algumas áreas permitirem currículos com layouts diferentes, é importante que,
em todos os casos, as informações principais estejam apresentadas de forma
clara e objetiva. Para quem procura a primeira oportunidade, sem experiência
prévia, é interessante destacar
projetos de vida pessoal, trabalhos como voluntário e conquistas na escola e
universidade.
“Caso não
tenha, vale postar um breve resumo sobre suas expectativas, seus propósitos de
vida e áreas em que gostaria de trabalhar ou ainda, caprichar na breve
apresentação em um primeiro contato por e-mail”, afirma Hupfer.
A executiva
especializada em soft skills Erika Linhares orienta que o candidato monte um
currículo focado na oportunidade que está candidatando e não que tenha um
documento pronto para todas as vagas. Dessa forma, será mais fácil de atrair a
atenção do recrutador, que, normalmente, recebe muitos currículos de uma só
vez.
Como se
destacar?
A fase de
atração é a primeira da maior parte dos processos seletivos, seja quando o
candidato cadastra o currículo em alguma plataforma online ou quando o
recrutador faz ligação telefônica.
“Esta é a hora
do seu primeiro contato com a oportunidade e você deve poder se destacar entre
muitos. Se tiver sido convocado por telefone, você precisa mostrar disposição e
interesse pela oportunidade. Se o caminho da empresa for via site de
currículos, você precisa ter um cv que chame a atenção, como já falamos antes.
Se for via plataforma digital, você precisa percorrer toda a jornada proposta.
Precisa ter certeza que concluiu todo o processo”, afirma Hupfer.
Após a triagem,
vem a entrevista — que muitas estão sendo realizadas online devido à pandemia
de coronavírus. Neste momento, Hupfer orienta que o candidato escolha um bom
lugar, vista-se de forma adequada e mantenha uma postura e linguagem que se
enquadrem no perfil da vaga.
Para Hupfer, as
dicas para se destacar nestas etapas são “postura, comportamento e linguagem
adequados continuam sendo fundamentais”. Pesquisar sobre a empresa contratante
também é fundamental.
“Nesta fase o
que os recrutadores mais querem observar é como você se comporta: se você é
mais ou menos agressivo ou compassivo, se você trabalha bem com outras pessoas,
se você sabe ouvir e se posicionar, se você consegue analisar problemas simples
ou mais complexos, se você traz soluções criativas, se você conhece suas
qualidades e suas dificuldades, qual sua história de vida até agora, se você
sabe como e onde aprender, se você tem capacidade de compreender seus erros
(lembre-se que quem diz que nunca errou ou está mentindo ou não tem capacidade
de se auto-avaliar) e assim por diante”, afirma.
Controlando
as emoções
A busca por um
estágio ou vaga de aprendizagem pode gerar uma série de emoções nos jovens.
Hupfer orienta que o candidato faça um exercício de relaxamento antes da etapa
do processo seletivo que se encontra, além de prezar pela boa alimentação e uma
noite de sono bem dormida.
Dicas extras
para se dar bem em processos seletivos:
• Seja claro e
franco;
• Mantenha a calma;
• Evite interromper os outros;
• Evite excesso de agressividade ou passividade;
• Demonstre interesse;
• Mostre empatia e autoconfiança.
A medida que o
candidato for participando de mais processos, vai passar a se sentir mais
confiante, o que é importante já que as empresas valorizam cada vez mais as
chamadas "soft skills", ou seja, habilidades comportamentais.
"Atualmente,
o profissional precisou ganhar a capacidade de adaptação e se tornar alguém
responsável por trazer soluções para empresa. Não basta apenas ter um bom
currículo, mas é necessário que o candidato saiba trabalhar em equipe e tenha
empatia tanto pelo seu colega como pela empresa em que trabalha”, afirma
Hupfer.
Erika diz que
as empresas se preocupam muito com as habilidades comportamentais, já que a
técnica é mais fácil de ser ensinada no dia a dia do jovem contratado. “Ficou
muito mais fácil entrar em uma empresa. Se não tem [as soft skills], existem
vários cursos que ajudam a desenvolver as habilidades”, afirma Erika.
Para estas
pessoas, o primeiro passo é identificar o que precisa ser melhorado e, então,
partir para um curso de aperfeiçoamento. “As pessoas são únicas, não existe
fórmula mágica”, afirma Erika.
Para se
desenvolver cada vez, o candidato deve se dedicar a:
• Cursos e
palestras;
• Desenvolvimento das soft skills;
• Entender seu propósito de carreira;
• Participar de atividades extracurriculares.
Giuliana
Saringer, do R7
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