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| Exercícios proporcionam melhor qualidade de vida. |
Depois de seis meses de interrupção por conta da pandemia do coronavírus, as atividades da equoterapia em Macaé foram retomadas, inclusive, na região serrana. O método terapêutico oferecido pela Prefeitura de Macaé, por meio da Secretaria de Saúde, tem importante papel no desenvolvimento de pessoas com necessidades especiais. O atendimento na área urbana acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, no Parque de Exposições Latiff Mussi, e as sextas-feiras, mesmo horário, na serra, no Parque de Exposições de Córrego do Ouro.
Dentre os 129 praticantes, 80 já estão com sua rotina de tratamento em dia. O perfil dos assistidos são pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), encefalopatia, micro e hidrocefalia, síndromes diversas como pós-traumáticos e acidente vascular cerebral (AVC).
A mãe de Mitsue Suzuki, 4 anos, a fisioterapeuta Jossimeire Sukuki, 43, conta
que sua filha foi diagnosticada com autismo leve e a equoterapia tem
contribuído há um ano com seu desenvolvimento. "Estávamos com receio da
volta, pois temos diabéticos e idosos em casa, ou seja, pessoas do grupo de
risco para o coronavírus, mas o pavilhão está maravilhoso e com os devidos
cuidados", acrescentou.
De acordo com informações da Secretaria de Saúde, todos os cuidados estão sendo
tomados. Foi criado um protocolo baseado em todas as medidas de segurança
estipuladas pela OMS e Prefeitura de Macaé. Luvas, máscara e protetor facial
para os mediadores e plastificação das mantas para serem higienizadas no
intervalo de um atendimento para o outro são alguns exemplos.
Para vários praticantes, a equoterapia é o único tratamento para suas
síndromes. O contato com animais e a interação com os mediadores proporcionam
melhor qualidade de vida. A equipe é composta por 16 pessoas que são tratadores
dos cavalos, equitadores, fisioterapeutas e psicólogos, além de profissionais
administrativos.
Cada caso demanda um tipo de atividade, porém o exercício principal parte do
cavalo que, num movimento tridimensional, estimula o sistema nervoso central
por meio das sinapses. Em 30 minutos de atividades são gerados,
aproximadamente, 25 mil estímulos. Dentro de cada perfil, o profissional
responsável, seja ele o fisioterapeuta ou o psicólogo, irá proporcionar um
plano terapêutico.
A prática traz benefícios como superar fobias; melhorar memória; concentração e
sequência de ações; motivar o aprendizado encorajando o uso da linguagem;
ensinar a importância de regras como segurança e disciplina; aumentar a
capacidade de independência e de decisão; melhorar o equilíbrio e postura;
desenvolver a coordenação de movimentos entre tronco, membros e visão;
estimular os órgãos do sentido e promover organização e consciência do corpo.
Para participar, o paciente passa por uma triagem. É preciso ir até a sede do
programa, de segunda a sexta-feira das 8h às 17h, com encaminhamento médico.
Logo após, é realizada avaliação individual para saber se ele está apto a
participar. Outras informações pelo telefone 2759-3400.

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