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| Flordelis na Câmara dos Deputados. Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados (12.dez.2018) |
O gabinete da
deputada federal Flordelis (PSD-RJ) na Câmara dos Deputados, ré por mandar
matar o marido, o pastor Anderson do Carmo, emprega pelo menos dois filhos
adotivos do casal, pastores de sua igreja investigados e há indício de prática
de “rachadinha”. Na lista dos funcionários da parlamentar estão Carlos Ubiraci
Francisco e André Luiz de Oliveira, presos na segunda-feira. O primeiro,
apontado como um dos que planejou a morte de Anderson, recebeu R$ 11,7 mil como
último salário. Já o segundo, André Luiz de Oliveira, ganhou R$ 15,5 mil no
último mês e foi denunciado pelo Ministério Público do Rio por ter participado
das tentativas de envenenamento de Anderson do Carmo.
Mensagens
obtidas pela Polícia Civil mostram indícios de que Carlos Ubiraci repassava
parte dos seus vencimentos como assessor parlamentar para família. Em março de
2019, Flordelis trocou mensagens com um de seus filhos, sugerindo que Carlos
Ubiraci Francisco da Silva deixasse de participar do plano de saúde da família,
porque receberia R$ 4,5 mil. “Como mãe e deputada titular do gabinete onde
Carlos é assessor parlamentar, deve saber perfeitamente o quanto ele recebe de
salário”, sublinham os investigadores em relatório de investigação obtido
pela CNN.
Como Carlos
recebia R$ 11,7 mil, a Polícia concluiu que há “fortes indícios da prática
conhecida como rachadinha, na qual parte da verba oficial, embora destinada ao
servidor, não fica com ele”. O material sobre essa parte da investigação foi encaminhado
para Procuradoria-Geral da República, que é quem tem atribuição para investigar
Flordelis nessa suspeita de rachadinha.
Além dois
filhos adotivos, o pastor Gerson Conceição Oliveira, recebeu R$ 15,6 mil de
salário e ainda está na mira do Ministério Público do Rio por envolvimento com
a morte de Anderson do Carmo.
O advogado dos
filhos de Flordelis, Luiz Felipe de Alves e Silva, disse que não vai se
manifestar sobre o conteúdo do processo, apenas que irá pedir a revogação da
prisão e, caso não consiga, habeas corpus.
Por Leandro Resende, CNN 
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