Deputada Flordelis é indiciada acusada de mandar matar o marido | Rio das Ostras Jornal

Deputada Flordelis é indiciada acusada de mandar matar o marido

Foto: Fernando Frazão - 25.jun.2019 / Agência Brasil

A deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD), mulher do pastor Anderson do Carmo de Souza
A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpre nesta segunda-feira (24) 9 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão contra 11 envolvidos na morte do pastor Anderson do Carmo de Souza. A deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD), mulher da vítima, foi indiciada acusada de mandar matar o marido.
A Operação Lucas 12 é realizada em endereços da capital fluminense, Niterói e São Gonçalo, na Região Metropolitana do RJ, e em Brasília, no Distrito Federal.
O pastor Anderson do Carmo foi assassinado dentro da própria casa no bairro de Badu, em Niterói, no dia 16 de junho de 2019. Na ocasião, Flordelis relatou em depoimento e à imprensa que o pastor teria sido morto durante um assalto. Segundo ela, o casal foi seguido por suspeitos em uma moto quando voltavam para casa.
O delegado Allan Duarte, titular da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSGI), informou que a primeira fase da investigação identificou Flávio dos Santos Rodrigues, filho biológico da deputada, como executor do crime, e Lucas César dos Santos, filho adotivo do casal, como a pessoa que comprou a arma utilizada no assassinato. 
Na segunda fase da investigação, foi constatado através de provas e ações de inteligência que Flordelis foi a mandante do homicídio do marido. A principal motivação para o crime seria disputa de poder e emancipação financeira dela.
A deputada foi indiciada pelo crime de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa majorada.
A DHNSGI vai encaminhar à Câmara dos Deputados uma cópia do inquérito com o resultado da investigação para adotar as medidas administrativas cabíveis. O processo pode levar ao afastamento da parlamentar para que ela responda pelo crime na prisão.
A ação desta manhã é realizada pela Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), por meio da DHNSGI, com apoio do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MP-RJ).
Em atualização.
Jéssica Otoboni, da CNN, em São paulo
(Com informações de Thayana Araújo, da CNN, no Rio de Janeiro)

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