Decisão judicial suspende sessão legislativa que votaria as contas do prefeito de Nova Friburgo, no RJ | Rio das Ostras Jornal

Decisão judicial suspende sessão legislativa que votaria as contas do prefeito de Nova Friburgo, no RJ

Câmara Municipal de Nova Friburgo.
 Foto: Fernanda Guimarães

Sessão desta quinta-feira (20) votaria as contas do município referentes ao exercício de 2018, que foram rejeitadas pelo TCE.
A liminar emitida pela juíza Fernanda Sepúlveda, titular da 2ª Vara Cível de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, acabou suspendendo a sessão legislativa que aconteceria na manhã desta quinta-feira (20), e consequentemente a votação das contas do exercício de 2018 do prefeito Renato Bravo, que foram rejeitadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), e tiveram parecer contrário também do Ministério Público Estadual e da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal.
A Procuradoria Geral do Município (PGM) alega que a Comissão de Finanças e Orçamento (CFO) não está respeitando o devido processo legal, no que diz respeito a ampla defesa e o contraditório do prefeito.
Já a assessoria da Câmara alega o contrário, que todo processo legal está sendo sim respeitado, inclusive quando a CFO atendeu pedido da própria Prefeitura, há cerca de 2 meses, solicitando que mais testemunhas fossem ouvidas no processo.
Na ocasião a CFO deu 10 dias para a Prefeitura formular a defesa. Mas o governo municipal enviou ofício se recusando a comparecer às audiências marcadas pela Câmara.
A polêmica sobre as contas do prefeito Renato Bravo referentes ao exercício de 2018 se arrastam desde dezembro de 2019, quando obtiveram parecer prévio contrário do plenário do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).
De acordo com a análise do Tribunal, a prefeitura realizou a abertura de créditos adicionais de R$ 194.971.892,45, ultrapassando assim o limite estabelecido na lei orçamentária anual (LOA) em R$ 27.524.771,75, desobedecendo a Constituição Federal.
Também foram identificadas 14 impropriedades, que geraram 15 determinações ao poder executivo.
O parecer chegou a Câmara em janeiro. E de lá pra cá aconteceram 3 adiamentos. De acordo com a Lei Orgânica do Município, a não votação dessas contas causa o travamento da votação de pautas importantes para a cidade, como por exemplo a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) .
Mas a assessoria da Câmara Municipal informou que na próxima sessão legislativa, marcada para terça-feira (25), todas as pautas apresentadas serão votadas normalmente. Isso porque, o que impediu a realização da sessão desta quinta (20) foi uma decisão judicial, externa à Câmara.
Sobre a decisão judicial que cancelou a sessão desta quinta (20), a assessoria da Câmara Municipal informou que estuda as melhores medidas a serem adotadas pra realizar as práticas cabíveis.
Por Barney Campos, G1 — Nova Friburgo

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