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| Governador Wilson Witzel formou grupo de trabalho com sua equipe para avaliar cenários e estudar medidas Ricardo Cassiano/Agencia O Dia |
Governo Witzel
formou grupo de trabalho para acompanhar o comportamento do mercado; royalties
e participações especiais são a principal receita do Rioprevidência
A queda do
preço do barril do petróleo deixou o Estado do Rio em alerta, principalmente
pelo risco que isso representa para o pagamento de aposentadorias e pensões.
Isso porque os royalties e participações especiais são a principal receita do
Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio (Rioprevidência). Diante
desse cenário, o governador Wilson Witzel formou um grupo de trabalho com
secretários para "construir cenários e decidir as medidas a serem
tomadas".
A Firjan também
chamou atenção para o risco de o Rio perder mais de R$ 2 bilhões (no ano) com
esse recuo no valor do barril do petróleo. Apesar disso, governistas afirmaram
à coluna que não faltará dinheiro para salários. Mas, nos bastidores, há sim
apreensão.
Depois da grave
crise financeira que o governo fluminense atravessou, a partir do fim de 2015,
tendo como principal causa o recuo do valor da commodity, a preocupação da
equipe do Palácio Guanabara passou a ser constante.
Dados da
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) comprovam a
'dependência' que a previdência estadual tem dos royalties.
Quando em 2015 o Estado do Rio amargou a queda na arrecadação previdenciária, teve que aportar recursos do Tesouro no Rioprevidência. Naquele ano, a receita de royalties e participações especiais foi de R$ 5,2 bilhões e em 2014 o estado acumulou R$ 8,7 bilhões.
Quando em 2015 o Estado do Rio amargou a queda na arrecadação previdenciária, teve que aportar recursos do Tesouro no Rioprevidência. Naquele ano, a receita de royalties e participações especiais foi de R$ 5,2 bilhões e em 2014 o estado acumulou R$ 8,7 bilhões.
Em 2016, ano em
que foi decretada a calamidade financeira, essa receita recuou ainda mais e o
total foi de R$ 3,4 bilhões.
Já em 2017,
houve uma recuperação dessa receita: o resultado, naquele ano, foi de R$ 7,1
bilhões. Já de janeiro a agosto de 2018, o estado acumulou R$ 8,9 bilhões.
O cenário
fiscal só melhorou mediante alguns ajustes nas despesas, à adesão do Rio ao
Regime de Recuperação Fiscal (com a suspensão do pagamento das parcelas da
dívida do estado com a União), em setembro de 2017, e, claro, à melhora na
arrecadação de royalties de petróleo.
Confira
na íntegra a nota do governo:
"O Governo
do Estado do Rio de Janeiro acompanha atentamente as oscilações internacionais
do preço do barril do petróleo, que impactam diretamente a arrecadação de
participações governamentais (Royalties e Participações Especiais).
A manutenção do atual cenário poderá, eventualmente, desestimular a realização de futuros investimentos pela indústria global de Óleo & Gás.
O Governo do Rio de Janeiro acompanha o comportamento do mercado de petróleo e da taxa cambial para avaliar possíveis impactos financeiros, econômicos e de desenvolvimento.
O Governador Wilson Witzel formou grupo de trabalho do qual participam ele, o vice-Governador Claudio Castro, o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Lucas Tristão, o Secretário de Governo e Relações Institucionais, Cleiton Rodrigues, o Secretário da Casa Civil e Governança, André Moura, o Secretário de Fazenda, Luiz Claudio Rodrigues, o Procurador Geral do Estado, Dr. Marcelo Lopes e o Diretor-Presidente do RioPrevidência, Sérgio Aureliano, para construir cenários e decidir as medidas a serem tomadas".
A manutenção do atual cenário poderá, eventualmente, desestimular a realização de futuros investimentos pela indústria global de Óleo & Gás.
O Governo do Rio de Janeiro acompanha o comportamento do mercado de petróleo e da taxa cambial para avaliar possíveis impactos financeiros, econômicos e de desenvolvimento.
O Governador Wilson Witzel formou grupo de trabalho do qual participam ele, o vice-Governador Claudio Castro, o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Lucas Tristão, o Secretário de Governo e Relações Institucionais, Cleiton Rodrigues, o Secretário da Casa Civil e Governança, André Moura, o Secretário de Fazenda, Luiz Claudio Rodrigues, o Procurador Geral do Estado, Dr. Marcelo Lopes e o Diretor-Presidente do RioPrevidência, Sérgio Aureliano, para construir cenários e decidir as medidas a serem tomadas".
Por PALOMA SAVEDRA

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