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Com 41 casos
até o momento, Portugal adotou medidas
contra o
coronavírus Manuel de Almeida / EPA - EFE - 6.3.2020
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Com 41 casos já
confirmados, governo português anuncia medidas visando frear a propagação do
vírus; brasileiros falam sobre o clima no país ao R7
De acordo com
os últimos levantamentos, Portugal é atualmente o país com mais brasileiros na
Europa, cerca de 150 mil. Após ter registrado pelo menos 41 casos de infecção
pelo coronavírus até o momento, o governo local
anunciou, nesta terça-feira (10), uma série de medidas para evitar que a doença
se propague.
As principais
universidades, como as de Lisboa e Coimbra, foram fechadas, assim como museus e
bibliotecas. Eventos esportivos também foram cancelados. Em princípio, as
medidas entram em vigor nesta quarta (11) e vão valer pelo menos até o dia 3 de
abril.
O R7 conversou
com brasileiros que vivem em Portugal para entender como as políticas de
prevenção ao coronavírus estão afetando seus cotidianos e o de suas famílias.
Problemas
com viagem
Heloísa Vieira,
que faz doutorado em Relações Internacionais na Universidade de Coimbra, conta
que a paralisação na instituição pode lhe causar um grande prejuízo. A
paranaense tinha viagem marcada para voltar ao Brasil na próxima segunda.
"Houve uma
reunião extraordinária da reitoria e resolveram fechar a universidade inteira.
Aulas, provas, congressos, atendimento, cantina, academia, tudo. E aí veio o
grande problema para mim. Eu ia para o meu trabalho de campo na segunda, e a
universidade proibiu deslocamentos", relata ela.
Se quisesse
viajar assim mesmo, ela teria de remarcar as passagens e ir por conta própria. Ao
entrar no site, Heloísa descobriu que seus voos tinham sido desmarcados pela
companhia e ela não sabe quando vai poder remarcar, nem se vai ter reembolso.
Sustos no
trabalho
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Empresa
distribuiu flyer com dicas
Reprodução
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A empresa de
recrutamento onde o paulista Paulo Ayres trabalha, em Lisboa, chegou a ter um
pequeno 'susto' na semana passada. Uma funcionária que voltou de uma viagem em
Londres contou ao departamento de Recursos Humanos que esteve em um ônibus com
vários turistas italianos e voltou com sintomas de gripe.
"Todo
mundo foi mandado para casa enquanto não saíram os testes dela. O andar onde
ela trabalha foi todo fechado e desinfetado. Quando o exame deu negativo, todos
puderam voltar ao trabalho. A resposta foi muito rápida, parece que estão muito
preparados aqui", explica ele.
Apesar de todas
as precauções, Ayres diz que está tranquilo com a propagação do vírus, por
causa das condições climáticas. "Tem feito calor aqui, por volta de 26
graus e a informação é que o vírus não suporta essa temperatura. A maior parte
dos casos está no norte do país, onde faz um pouco mais de frio", conta.
Danilo Silva,
que trabalha em uma empresa de tecnologia, foi colocado, assim como todos os
colegas, para trabalhar de casa. Um dos andares do prédio foi totalmente
evacuado e desinfetado depois que se descobriu que a sobrinha de um dos
funcionários teve diagnóstico positivo para o coronavírus.
Mas não são as
únicas medidas de segurança adotadas. "Só quem não tem como fazer home
office vai pro escritório. Como lá está quase vazio, todos foram remanejados de
lugar pra ficarem o mais distante possível um do outro", conta.
Cuidados com
as crianças
Com dois filhos
pequenos, o publicitário Diego Sanpedro aguarda uma definição do governo, que
deve fechar as escolas nesta quarta-feira (11). Segundo ele, até o momento as
medidas tomadas para prevenção em escolas e empresas são parecidas.
"É mais ou
menos a mesma coisa. Quem volta de países com casos fica 14 dias fora. Se a
criança apresenta sintomas, é recomendado que fique em casa, também é assim no
meu trabalho. Algumas escolas foram fechadas, porque alunos ou professores
foram diagnosticados com o vírus", relata.
Segundo
Sanpedro, como a cobertura sobre o coronavírus vem sendo intensa há semanas,
antes mesmo dos primeiros casos em Portugal, já é possível notar a falta de
alguns produtos no mercado. "Principalmente álcool gel, álcool etílico e
papel higiênico. Uns amigos já notaram a falta de alguns enlatados nos
supermercados", conta ele.
Fábio Fleury, do R7


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