
Após briga de
facção que deixou 55 mortos em quatro presídios de Manaus em
menos de 48 horas, nove líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN) serão transferidos para
presídios federais de segurança máxima esta semana. A transferência foi
confirmada pelo Ministério da Justiça. O número pode chegar a 20, segundo
o governador do Estado Wilson
Lima (PSC).
"Estamos
fazendo um trabalho de investigação e é possível que haja mais de 20 líderes
nesse grupo criminosos. Já conseguimos a identificação de nove. Nove estão
confirmados e devem ser transferidos ainda esta semana", disse Lima em
entrevista à Rádio CBN.
Segundo Lima,
200 presos foram retirados das celas e isolados para que mais mortes sejam
evitadas. "Conversei ontem (nesta segunda-feira, 27) com Moro, que
está encaminhando uma força tarefa ao Amazonas. Já tem uma equipe precursora
aqui. Vinte homens devem chegar nesta terça. Até o fim da semana a expectativa
é que 100 homens estejam aqui", afirmou o governador.
a
situacao q acontece agora em 2019 é diferente da situacao em 2017. em 2017
houve rebeliao, houve agentes pnintenciarios q foram feitos regfens, houve
entrada de armas e fuga de presos. este ano aconteceu algo atipico, q nunca
havia acontecido no estado do AM. o ataque dos intaneros aconteceu durante
visita de parentes.
Massacre
As execuções
ocorrem em meio a uma disputa entre os líderes da facção José Roberto Barbosa,
o Zé Roberto da Compensa, e João Pinto Carioca, o João Branco, pelo comando do
grupo. Ambos estão em presídios federais. O Ministério
da Justiça e da Segurança Pública enviou tropas de reforço.
Apenas nesta
segunda, agentes penitenciários encontraram 40 presos mortos durante vistorias
nas quatro unidades, a maior parte por asfixia. Quatro desses corpos estavam no
Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). No domingo, uma briga
entre internos deixou 15 mortos durante o horário de visita dos
familiares. Todos os executados no domingo seriam alinhados a Zé Roberto da
Compensa.
O ataque
desencadeou confrontos dentro das celas no Centro de Detenção Provisória
Masculino 1 (5 óbitos), na Unidade do Puraquequara (6 vítimas) e no Instituto
Penal Antônio Trindade (Ipat, 25 mortos). Há relatos de que tentativas de
homicídio foram flagradas por agentes penitenciários em vistorias.
Oficialmente, a
administração estadual não reconhece a FDN. Segundo o governo, uma dupla de
detentos tentou fazer dois funcionários reféns, mas não teve sucesso e foi
contida a tiros. Não houve agentes penitenciários ou parentes de presos
feridos, conforme o Estado.
No Compaj, na
frente de familiares, presos foram mortos com escovas de dente e asfixiados com
golpes “mata-leão”. A chacina em dia de visita descumpriu uma regra entre os
criminosos, segundo o secretário de Administração Penitenciária do Amazonas,
Marcus Vinícius de Almeida. “Foi a primeira vez no Estado (que houve
mortes durante o horário de visita).”As escovas de dente foram raspadas até
ficarem pontiagudas, segundo o secretário. Entre os mortos encontrados no dia
seguinte, a maior parte foi enforcada. Segundo o governo, as escovas foram
retiradas das unidades após o ataque.
O
Estado de S Paulo
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