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| Edgar Zambrano, vice-presidente da Assembleia da Venezuela, ao lado de Juan Guaidó, antes de ser detido por forças chavistas Foto: Manaure Quintero/Reuters/Arquivo |
Após prisão
de vice da Assembleia Nacional, Guaidó afirmou 'dar como certo' a prisão dele
mesmo e de outros deputados.
O
autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó,
afirmou nesta quinta-feira (9) que o regime de Nicolás Maduro tenta
dar um golpe na Assembleia Nacional – que é comandada pelo líder oposicionista.
Ele também convocou novos protestos para o sábado.
Durante
entrevista coletiva, Guaidó disse acreditar que o regime vai prendê-lo. Na
noite de quarta-feira, equipes do serviço de inteligência venezuelano prenderam
o vice-presidente da Assembleia, Edgar Zambrano (leia mais sobre o caso
adiante).
"Damos
como certo a escalada repressiva do regime. Vão continuar detendo deputados e
vão prender o presidente interino", declarou Guaidó.
O líder da
oposição também disse que a Venezuela "cruzou a 'linha vermelha' há muito
tempo". "Só tem uma saída, muito clara: aumentar a pressão com a
Operação Liberdade e com ajuda internacional", emendou Guaidó.
O presidente do
Brasil, Jair
Bolsonaro, usou as redes sociais para repudiar a prisão de Zambrano e
de outros opositores. "O Brasil condena com veemência a prisão ilegal e
arbitrária do vice-presidente da Assembléia Nacional da Venezuela, Edgar
Zambrano, aliado do Presidente encarregado @jguaido, bem como a de todos os
demais presos políticos pela ditadura de Maduro", escreveu.
Além de
Bolsonaro, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, exigiu a
libertação de Zambrano. "Este é um ataque à independência do órgão
legislativo eleito democraticamente no país e faz parte dos constantes ataques
do regime Maduro para achatar as divergências e o debate livre na
Venezuela", acrescentou.
Deputado
pede ajuda em embaixada
O deputado
oposicionista Americo de Grazia está abrigado desde esta quinta-feira na
embaixada da Itália, em Caracas. Ele é um dos dez parlamentares acusados por
Maduro de envolvimento nos protestos da semana passada.
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| Militares apoiadores de Guaidó se posicionam com fuzis durante da base aérea 'La Carlota', em Caracas — Foto: Matias Delacroix/AFP |
"Não darei
à narcoditadura o gosto de me exibirem como troféu e me usarem como refém em
troca de perdoá-los por seus crimes contra a humanidade, pelas violações dos
direitos humanos, pela corrupção, pelo narcotráfico e pelo terrorismo. Sigo na
luta, a Venezuela vale a pena, e agradeço o amparo da Itália", disse o
deputado no Twitter.
Não está claro
qual é o status dele perante ao governo da Itália – se ele pode ou não ser
considerado refugiado. A também parlamentar Mariela Magallanes, do mesmo
partido, se refugiou na residência do embaixador italiano em Caracas para
evitar ser presa.
A Assembleia
Nacional Constituinte – parlamento paralelo composto apenas por aliados de
Maduro – revogou a imunidade parlamentar dos acusados após o Tribunal Supremo
de Justiça da Venezuela (TSJ) decidir que De Grazia e os outros nove deputados
são responsáveis pela rebelião.
"Não
pretendo ser herói, nem mártir, com essa ação. Só quero ser útil para o meu
país", disse De Grazia.
"Quero dar
à minha família, sobretudo à minha mãe e aos meus filhos, um pouco de paz. Sei
de todas as limitações que serão impostas a mim com essa decisão que me vi
forçado a tomar", complementou.
Preso em um
guincho
Forças de
segurança controladas pelo regime de Nicolás Maduro cercaram
e prenderam o vice-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Edgar
Zambrano, na noite de quarta-feira.
Segundo relato
do próprio Zambrano, publicado nas redes sociais, os guardas do Serviço
Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) cercaram e guincharam o carro onde
estava o político. Ele foi levado ao Helicoide, prédio
em Caracas que guarda opositores ao regime de Maduro.
"Usaram
um guincho para nos levar à força ao Helicoide", relatou o oposicionista.
Ele é um dos
políticos que teve a imunidade parlamentar cassada pela Assembleia Constituinte
– organismo controlado pelo regime chavista – na terça-feira. Além de Zambrano,
os partidários de Maduro também cassaram os direitos de outros seis deputados
que apoiaram os protestos da semana passada.
Em 30 de abril,
Guaidó convocou protestos ao afirmar que havia conquistado o apoio das Forças
Armadas. Segundo ele, era a etapa final da chamada "Operação
Liberdade", organizada para retirar de vez Maduro do poder. No mesmo dia,
o opositor Leopoldo López deixou a prisão domiciliar.
O movimento,
entretanto, foi fortemente reprimido por forças pró-Maduro. Cinco
pessoas morreram, e 239 ficaram feridas após violenta repressão.
Por G1


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