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Manifestantes
contrários a Juan Guaidó ocupam embaixada da
Venezuela em
Washington: 'Não ao golpe pelo petróleo', diz um
dos cartazes
— Foto: Andrew Harnik/AP Photo
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Todos os
manifestantes que ocupam o prédio são norte-americanos autorizados por Nicolás
Maduro, segundo agência. Grupo quer evitar entrada de delegação apontada por
Juan Guaidó.
Ativistas
favoráveis ao regime de Nicolás Maduro ocupam
a Embaixada da Venezuela em
Washington, Estados
Unidos, há cerca de um mês. O objetivo do grupo é impedir entrada da
equipe indicada por Juan
Guaidó– reconhecido pelos EUA como presidente
venezuelano interino.
Na quarta-feira
(8), a empresa de eletricidade de Washington cortou o fornecimento de energia
elétrica para tentar forçar uma saída dos ativistas. Além disso, venezuelanos
moradores da capital norte-americana impedem que os manifestantes pró-Maduro
entrem com mantimentos.
Alguns
ativistas foram presos ao tentar jogar comida para dentro de uma janela na
embaixada. Houve tumulto e briga do lado de fora da sede.
O governo de
Nicolás Maduro autorizou e pediu que os ativistas do chamado Coletivo para a
Proteção da Embaixada ocupassem a embaixada. De acordo com a agência Associated
Press, porém, nenhum dos manifestantes pró-chavismo é venezuelano.
A ativista
Medea Benjamin, co-fundadora de um dos grupos que ocupam a embaixada, disse que
eles desejam "resguardar" o prédio. "Estamos fazendo o que
qualquer outro país faria: cuidar do espaço", afirmou à AP.
E eles podem
fazer isso?
A embaixada da
Venezuela nos Estados Unidos tem soberania venezuelana, ainda que fique em
Washington – assim como ocorre com as demais representações. Como o governo de
Donald Trump reconhece Guaidó, e não Maduro, como presidente, os
norte-americanos poderiam tomar alguma medida para entregar o prédio ao grupo
indicado pelo oposicionista.
O embaixador da
Venezuela apontado por Juan Guaidó, Gustavo Vecchio, disse que assinou toda a
documentação necessária para que as autoridades dos Estados Unidos façam a reintegração.
No entanto, até
o momento, o Departamento de Estado não iniciou nenhuma ação para despejar os
ativistas da embaixada. Segundo a AP, o governo norte-americano disse que
"continua a cooperar com o Serviço Secreto dos EUA e autoridades locais
sobre a situação na embaixada venezuelana".
Do outro lado,
o chanceler de Maduro, Jorge Arreaza, exigiu que o Departamento de Estado
"proteja o prédio" e impeça "agressões contra os hóspedes".
Por G1

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