O calçadão da
rua Maria Letícia, no Centro de Rio das Ostras, foi palco de uma importante
comemoração do Programa de Saúde Mental na manhã desta quinta-feira, dia 23.
Cheios de alegria e sorrisos, pacientes e profissionais Centro de Atenção
Psicossocial – CAPS, e também amigos e familiares, celebraram o Dia da Luta
Antimanicomial.
O objetivo foi
mobilizar e conscientizar as pessoas sobre o tema. Na programação, foi
realizada uma Roda de Conversa e uma atividade musical promovida pelos usuários
e profissionais chamada Rádio CAPS, que tem no comando Josué Contildes Pires,
que é paciente da unidade há 10 anos.
“É muito estar
com os amigos aqui nesta comemoração e tenho muito orgulho em ser locutor da
Rádio Caps. Gosto muito de música e aqui não podia faltar”, comentou Josué, que
vai se casar no próximo sábado com Ivanete Moura, que também é paciente da
unidade.
O movimento da
Luta Antimanicomial é um ato de resistência e resgate da cidadania do usuário
com transtornos mentais. A coordenadora técnica do Programa de Saúde Mental em
Rio das Ostras, Sandra Campelo, ressaltou que é muito bom
reafirmar, através deste evento, a importância de se discutir as questões
referentes a Saúde Mental.
“A Roda de
Conversa apontou temas importantes e também muito delicados como depressão,
suicídio e a importância de uma sociedade sem manicômios. Aqui cantamos,
dançarmos e nos divertimos com outras pessoas que passavam pela rua. Hoje
usuários, familiares, profissionais e a população pudemos juntos celebrar a
alegria e a liberdade. Manicômio nunca mais, é esse nosso lema”, acrescentou.
PROGRAMA –
De acordo com Sandra Campelo, o Programa de Saúde Mental conta com
três dispositivos: o CAPS, que cuida de pacientes com transtornos mentais mais
severos; a Residência Terapêutica, uma casa onde moram pacientes regressos de
hospital psiquiátrico; e o Ambulatório, que conta com uma equipe
multidisciplinar trabalhando com casos mais leves de Saúde Mental.
Para Jorgina da
Silva Gregory, o trabalho desenvolvido pelo Programa de Saúde Mental é de suma
importância para o Município. Ela é mãe do Leonardo, de 41anos, paciente há 10.
“É muito
gratificante ver meu filho progredindo dia após dia. Ele evoluiu bastante e
hoje está mais educado, sabe cantar, ver as cores e até fala o nome dele, que
antes não falava. Essa interação aqui é fundamental, pois fazemos amizades e
ajudamos outras pessoas também. Temos que comemorar”, finalizou Jorgina.

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