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© Federico
PARRA O líder da oposição Juan Guaidó (E) e o
presidente
da Venezuela, Nicolás Maduro.
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Representantes
do presidente venezuelano, Nicolás Maduro e do líder opositor Juan Guaidó
negociam atualmente na Noruega no âmbito de uma mediação do país escandinavo,
informaram à AFP fontes próximas ao processo.
No sábado, a
diplomacia norueguesa anunciou que representantes dos dois se reuniriam nesta
semana, sem detalhar data e local.
Guaidó tinha
afirmado que seus representantes se reuniriam "tanto com o governo
norueguês, quanto com os representantes do regime".
As tratativas
começaram na segunda e se estenderam até tarde da noite. Elas devem ser
concluídas na quarta - uma data que pode ser alterada -, segundo fontes
próximas ao processo.
Nenhuma parte
do conteúdo e do formato dessas discussões foi vazado à imprensa.
A porta-voz do
Departamento de Estado americano, Morgan Ortagus, afirmou nesta quarta (28) à
imprensa que as negociações, apoiadas pelos EUA, devem ter como enfoque a saída
de Maduro.
"Tomamos
nota dos diálogos na Noruega. Como dissemos reiteradamente, os Estados Unidos
acreditam que a única coisa que pode ser negociada com Maduro são as condições
de sua saída", afirmou.
"Em vista
de os esforços anteriores para negociar terem fracassado porque o regime lhes
utilizou para dividir a oposição e ganhar tempo, esperamos que as negociações
em Oslo se concentrem na saída de Maduro como pré-condição para avançar",
disse Ortagus.
O governo do
presidente Donald Trump descartou diversas vezes dialogar com o mandatário
socialista, que classifica como "ditador".
Após quatro
tentativas de negociação fracassadas desde a chegada de Maduro ao poder, em
2013, Guaidó advertiu nesta terça que não se prestará a mais uma tentativa de
dar fôlego ao governo.
"Aqui
ninguém está chupando o dedo. Não acreditamos na boa fé dos que nos levaram
para esta catástrofe", disse Guaidó em referência à grave crise social e
econômica que vive a Venezuela, com a falta de gêneros de primeira necessidade
e hiperinflação de 10.000.000% para este ano, segundo o FMI.
Consultado pela
AFP sobre o conteúdo dos diálogos, o Ministério de Relações Exteriores da
Noruega se recusou a comentar.
De acordo com o
ALnavío, portal especializado em atualidades latino-americanas, o principal
ponto de discussão é a realização de eleições "livres e justas"
reclamadas por Guaidó.
A Venezuela
enfrenta a pior crise política e econômica de sua história recente. O governo
de Maduro e a oposição reunida atrás de Guaidó, autoproclamado presidente
interino e reconhecido como tal por cerca de 50 países, aceitaram a mediação
norueguesa.
Representantes
das duas partes já haviam se encontrado separadamente com seus anfitriões em
meados de maio na Noruega, mas não tiveram nenhum contato direto.
afp.com

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