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Presidente
Bolsonaro chega ao Colégio Militar.
Foto: Reprodução/TV Globo
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Pais de
alunos do Colégio Pedro II fazem um protesto no local – eles questionam o corte
de verbas anunciado pelo governo em instituições federais de ensino. Presidente
prometeu unidades em todas as capitais - São Paulo teria a maior.
O presidente
Jair Bolsonaro participou, na manhã desta segunda-feira (6), de cerimônia
dedicada à comemoração dos 130 anos do Colégio Militar, na Tijuca, Zona Norte
da cidade. O chefe do Executivo federal lançou uma medalha e um selo
comemorativos da ocasião.
“O que tira
o homem e uma mulher da situação difícil que se encontra é o conhecimento”,
disse Bolsonaro, na cerimônia.
Alunos, pais e
professores do Colégio Pedro II, do Colégio de Aplicação da UFRJ, do Centro
Federal de Educação Tecnológica (Cefet) e da Fundação Osório iniciaram um
protesto do lado de fora da escola.
Os
manifestantes questionam o corte
de verbas anunciado pelo governo em instituições federais de
ensino. Segundo diretores, a queda no orçamento será de 36,37% e terá
implicações "devastadoras".
Nem o Colégio
Militar do Rio nem as outras 12 unidades semelhantes espalhadas pelo País
sofrerão qualquer tipo de corte no orçamento. Isso porque nenhuma delas é
subordinada ao Ministério da Educação, mas sim ao da Defesa, que não foi
atingido pelo bloqueio de verbas de custeio.
O presidente
chegou ao colégio às 8h12 e foi aplaudido por alunos e fãs que estavam em
vários espaços da instituição.
Com ele,
estavam o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, e o governador Wilson Witzel. Os
gritos de “vem pra rua”, do protesto realizado na Rua São Francisco Xavier, na
Tijuca, podiam ser ouvidos de dentro da escola.
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| Bolsonaro cumprimenta aluna durante cerimônia. Foto: Henrique Coelho |
Campo de
Marte
Durante o
discurso, o presidente falou sobre a meta de construir escolas militares em
todos os estados do Brasil.
"Os
colégios militares são exemplos de ensino e excelência para a educação
brasileira. Queremos mais crianças e jovens estudando nesses bancos escolares.
Pretendemos, junto aos ministérios da Defesa e Educação, implantar um colégio
militar em todas as capitais do Brasil. Já estamos concretizando a construção
daquele que, pela área disponível, seria o maior deles, na região do Campo de
Marte, em São Paulo".
Amigo dos
momentos difíceis
Durante a
cerimônia, Bolsonaro fez referências diretas ao vice-presidente Hamilton
Mourão, também presente.
"Prezado
Hamilton Mourão, meu contemporâneo da Academia Militar das Agulhas Negras e
ex-aluno do Colégio Militar. Vice-presidente, amigo dos momentos difíceis.
Juntos cumpriremos essa missão".
No último dia
24, Mourão, ao responder a críticas feitas pelo filho do presidente, vereador
Carlos Bolsonaro, disse que este deveria "virar
a página".
Por Henrique Coelho e Fernanda Rouvenat, G1
Rio


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