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Ao lado de
Leopoldo López, Juan Guaidó fala a multidão de cima
de um carro em Caracas, após convocar o povo
às ruas contra
Maduro na
terça-feira (30) — Foto: Cristian Hernández/AFP
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Presidente da
Casa fez anúncio neste domingo. Na terça, com apoio de parlamentares, cerca de
30 militares fizeram ato frustrado contra o presidente Nicolás Maduro.
A Assembleia
Constituinte da Venezuela,
que dirige o país com poderes absolutos, se prepara para retirar a imunidade
parlamentar de deputados opositores que apoiaram uma insurreição militar frustrada na terça-feira
(30), disse neste domingo (5) o presidente da Casa, Diosdado Cabello.
"A
Procuradoria abriu seu expediente, estão chegando à Assembleia Constituinte
todas as solicitações de retirada da imunidade parlamentar, como deve ser e
(...) certamente levantaremos a mão para retirar a imunidade parlamentar a
todos os que participaram ativamente deste ato", disse Cabello.
Na terça-feira,
cerca de 30 militares protagonizaram um levante frustrado contra o
presidente Nicolás Maduro nas
adjacências da base aérea La Carlota, em Caracas, apoiados pelo presidente
autoproclamado, Juan Guaidó,
reconhecido como presidente interino por mais de 50 países.
Vários
deputados da Assembleia Nacional, único órgão da Venezuela em poder da
oposição, apoiaram Guaidó, chefe do Legislativo, que considerou o levante o
início da chamada Operação Liberdade com que tenta tirar Maduro do poder.
"A justiça
vai chegar, não duvidem (...) não nos desesperemos", afirmou Cabello,
considerado o número dois do chavismo, durante um ato com militares do partido
de governo (PSUV) em Caracas.
Após o levante
frustrado, denunciado por Maduro como uma "escaramuça golpista", 25
militares se refugiaram em embaixadas, assim como o opositor Leopoldo López,
libertado de sua prisão domiciliar por militares que apoiam Guaidó.
López, contra
quem foi emitida uma ordem de prisão, está hospedado na embaixada da Espanha.
"É fato
público, notório e comunicacional a participação de alguns", disse Cabello
em alusão aos deputados.
A Procuradoria
venezuelana emitiu 18 ordens de captura contra civis e militares que
participaram da insurreição, indicou o promotor Tarek William Saab na
sexta-feira (3).
Por France Presse

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