Venezuelanos rompem bloqueio de Maduro em ponte na fronteira com a Colômbia | Rio das Ostras Jornal

Venezuelanos rompem bloqueio de Maduro em ponte na fronteira com a Colômbia


Homem atravessa ponte de fronteira entre Venezuela e Colômbia
nesta terça-feira (2) — Foto: Ferley Ospina/Reuters
Regime chavista ordenou fechamento das fronteiras durante crise da entrada de ajuda humanitária à Venezuela.
Venezuelanos cruzaram na manhã desta terça-feira (2) a ponte internacional Simón Bolívar, que liga o estado de Táchira, na Venezuela, à cidade de Cúcuta, na Colômbia. O grupo rompeu as barreiras montadas pela Guarda Nacional Bolivariana (GNB) por ordem de Nicolás Maduro para bloquear a chegada de ajuda humanitária internacional.
O jornal colombiano "El Tiempo" afirma que milhares de pessoas cruzaram a fronteira, enquanto a agência EFE fala em centenas.
Tanto a imprensa colombiana quanto a venezuelana publicaram imagens fornecidas pela deputada Gaby Arellano, opositora ao regime Maduro, que mostram os momentos em que as pessoas passam para a Colômbia. Veja o vídeo abaixo:
Os venezuelanos estavam retidos na fronteira porque não conseguiam cruzar os caminhos alternativos criados para chegar à Colômbia, inundados pela cheia do Rio Táchira. Por isso, escalaram os contêineres colocados pelos agentes da GNB para dificultar a passagem pela ponte internacional Simón Bolívar.
O diretor da Migração Colômbia, Christian Krüger, responsabilizou o regime de Maduro e a GNB por qualquer incidente que possa ocorrer devido aos bloqueios com as pessoas que diariamente cruzam a fronteira entre os dois países.
"Como tínhamos dito há já quase um mês, a decisão do usurpador Maduro de bloquear as pontes com contêineres e restringir a passagem de pessoas pelos mesmos só faz incentivar a irregularidade", disse Krüger a jornalistas.
Multidão de venezuelanos que tenta entrar na Colômbia é contida
por guardas colombianos em Cúcuta, nesta terça-feira (2)
Foto: Ferley Ospina/Reuters
Bloqueio na fronteira
Muitas das pessoas subiram os contêineres de carga posicionados no lado venezuelano no último dia 27 de fevereiro. Os equipamentos bloqueiam o centro da ponte que conecta a cidade colombiana de Cúcuta com a venezuelana de San Antonio.
Em 23 de fevereiro, Maduro rompeu relações com a Colômbia e fechou as três passagens fronteiriças com Cúcuta após a frustrada tentativa do autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, de levar ajuda humanitária, iniciativa que acabou gerando incidentes violentos.
Diante desta situação, milhares de pessoas se aglomeram diariamente nas passagens ilegais, conhecidas como atalhos, buscando abastecer-se na Colômbia de alimentos, remédios e produtos de higiene.
Krüger afirmou que "os venezuelanos se viram obrigados a atirar-se aos atalhos para poder atravessar para a Colômbia e de volta ao seu país", onde "não só são vítimas de subornos por parte da Guarda Nacional Bolivariana, mas agora, além disso, expõem sua vida às tormentosas águas do rio Táchira".
"Maduro está brincando com a vida dos venezuelanos e isto deve ser rejeitado pela comunidade internacional", completou.
No último dia 15 de março, a polícia colombiana implementou medidas de controle para os migrantes que cruzam pelas passagens ilegais.
Por Agência EFE

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